13 outubro 2006

Espero que tenhas um restabelecimento rápido Manixito...

Agora, sei avaliar o que é ser pai, de um bebé, acabado de nascer e tenha que ser operado ou transplantado, devido a doença grave congénita, como vemos muitas vezes noticiado nos diversos órgãos de comunicação social, na maioria das vezes, sendo autistas...
Estas minhas singelas linhas, têm a sua origem na necessidade de um cãozinho, de tenra idade, ter sido submetido a uma cirurgia a uma pata, na passada semana e ter outra, dentro de 2 ou 3, consoante, o evoluir da situação, pois sofre de "displasia", em último grau. É tão grave a situação, - poderão ver abaixo as fotos - para vermos o que acontece, com tais bebés, a partir deste exemplo, passado com o cachorrinho, que sofre de doença congénita, que ataca com especial incidência a raça de "Labrador", já conhecida, desde há muito e que por isso, se recomenda a despistagem aos 4 meses. Este "peluche" nasceu em 21 de Maio passado.... é tão pequenino. Mas, as operações como se pode ver em diversos sítios da internet, só são recomandadas lá para o ano de idade, e, até, em muitos casos, só a partir dos dois. Esta situação, leva-me a reflectir sobre a necessidade de regulamentação, sobre as trocas comerciais com estes animais, já que existem, sempre, duas partes, envolvidas nas transacções, envolvendo muitas vezes, elevadas somas em dinheiro... Penso eu, que nestes casos, não deveria ser permitida a venda destas criaturas, com tão poucos meses de idade - este tinha um mês e poucos dias - ainda, para mais, raças com antecedentes de doença congénita, que só devem ser vendidos em locais preparados e fiscalizados, para que o comércio funcione sem escolhos, tendo aqueles, pessoal especializado para o tratamento e a prevenção das doenças e consequente manutenção do bem-estar dos animais, segundo os direitos, que já lhes são consignados em tratados internacionais. Tudo isto, para que, em nome desses mesmos direitos, não sofram em casa dos compradores, na maioria dos casos impreparados, para lidarem com estas situações de doença, por indecisões e omissões de actuação, por desconhecimento. Não deixo de referir, também, a situação melindrosa e embaraçosa, de quem tem de decidir, da operação, perante dados técnicos contraditórios, basta consultar a Internet e ouvir opiniões dos diversos veterinários, nem sempre coincidentes, e, mesmo na área monetária, já que envolvem centenas de euros, muitas das vezes superiores ao custo do próprio animal Quero aqui aproveitar para agradecer ao Centro Veterinário de Lisboa, os cuidados tidos com o "nosso" Maniche.
Com esta minha prosa, pretendo apenas alertar, pessoas idosas, que necessitam de companhia, ou meninos mais ternurentos, para as situações com que se podem deparar, com consequências nefastas, para os animais envolvidos e para si próprios, a nível psicológico, resultante da tomada de decisão, quanto às medidas a tomar, que podem por vezes, perante os dados disponíveis, ser bastante trágicas e traumáticas. À laia de conclusão: "Antes de comprar é preciso reflectir sobre as condições que se têm para receber, amar e manter um animal "