03 novembro 2008

A crise... quando bate no fundo...

... têm reparado nas últimas parangonas de todos os OCS? Vejam, todos os responsáveis a justificar-se porque não funcionou a inspecção na Banca e outros sectores produtivos... só havia um rabo de gato de fora. É nesse rabo que tentam desculpar-se, e fazer valer a honra e dignidade do "povo", que eles, como S. Jorge, defendem na luta com o "dragão", contra tudo e contra todos. As caras são sempre as mesmas. Auto geriam-se nos cargos. Força Cadilhe, pela visão dos cadilhos, desta pobre sociedade. ... vão ser muito poucos, a ser acusados. Os ratos estão a sair da toca, a pouco e pouco! "E os pobres cá continuam a pagar a crise"

01 novembro 2008

O tempo tudo apaga, caso não chegue uma imagem à retina e se fixe no subconsciente...

(A propósito de Artº de Pedro Rolo Duarte em 28 de Outubro de 2008, transcrito em baixo)

Ora aqui está um pensador, igual a tantos outros portugueses. Mas, este, tem capacidade de o dizer, em público e a milhões… como todos gostariam.

Quem são os culpados?

Todos nós sabemos (presidentes de partidos, autarcas, administradores e quejandos)… mas, não o podemos escrever, na imprensa nacional ou mesmo local, porque não lhe temos acesso.

É aqui, que eu louvo a coragem e a grandeza do “piqueno” Marques Mendes.

Força para todos os "piquenos", em todos os partidos, órgãos públicos e associações… e a todos os que tenham coragem, de ver que erraram, no passado, ao darem capacidade de poder a estes sabujos que gravitam à volta da governação, que só manifestam prepotência e desconsideração pelos seus cidadãos, em nome desse mesmo povo, arrogando-se, que lá foram postos por ele.

Tiram migalhas aos pobres, transformando-as em milhões, para contas na Suíça e “off shores”, como todos os dias ouvimos nas notícias, que não deixam de o ser, já que nunca passam a "informação".

Por isso, PRD clama, que as caras sejam vistas e conhecidas, e, não sejam só nomes, que depressa caiem no esquecimento... Conheçam-se também, os responsáveis pelas nomeações e pelas fiscalizações, dos órgãos, onde esta caterva de gente pertence, tal e qual, como na crise do BCP, onde todos sabem que esses órgãos são o BdP e a CMVM, e, quem têm à sua frente.

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http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=369383&visual=26&rss=0 http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1032770 http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1347405 ... e tantos outros links...

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Transcrição do Artº

As caras daqueles safados, isso eu queria ver

terça-feira, 28 de Outubro de 2008, 11:29:09 | PRD

Há uma porrada de dias que os jornais falam de Francisco Ribeiro, Clara Costa e Mário Peças, os “bons rapazes” que administravam a falida empresa municipal Gebalis (4,97 milhões de euros de prejuízo em 2006...), e que ao seu serviço se banquetearam pelo mundo fora em restaurantes fantásticos (gosto especialmente do Tragaluz de Barcelona, do Zuma, em Londres, e do clássico Gambrinus aqui de Lisboa...), dormindo nos melhores hotéis, viajando acompanhados e apresentando as facturas que eles próprios caucionavam...

Mas eu gostava de ver as caras deles. Gostava de os ouvir falar. Gostava de os ver sair de casa e ir à pastelaria ali da esquina. Gostava de saber os seus currículos, o que faziam antes e como foram parar à Gebalis – quem os convidou, quem concorreu a concursos ao lado deles, e o que fazem hoje em dia. Se são militantes dos partidos do costume. Se trabalham ainda para o Estado.

Os nomes deles nos jornais não me dizem nada se não vierem acompanhados de uma vida, uma biografia, um percurso. Quero perceber de onde sai esta gente que usa, abusa, esmifra, rouba, e depois desaparece sem deixar rasto. Ninguém mostra a cara deles? Só temos direito a ver os criminosos de vão de escada e os homicidas enlouquecidos pelo ciúme e traição?

11 março 2008

República vs Monarquia

Acabado o programa Prós e Contra, da RTP1, onde se proclamava ser o primeiro debate sério e franco, entre as ideologias republicanas e monárquicas, fui levado a abrir o editor de texto e a reflectir escrevendo, sobre o que retirei do dito debate. Começo por concluir, pelo painel em presença, que há monárquicos a “servir” a “Mátria” republicana e republicanos, que não se importam de ter um rei. Até já houve famílias, do mais republicano que se possa imaginar a querer perpetuar-se no poder, por via dinástica… em pleno Séc. XX. Concluo que, as caras são sempre as mesmas, quer, sejam de uma “facção”, quer sejam da outra. Viveram e vivem, apenas para a discussão filosófica e política, por vezes postas em artigos e livros, vivendo à custa do erário público e privado, à sombra de partidos políticos, por rotatividade, tomando parte no exercício do poder, quando lhes cabe e tendo como sustentação uma Assembleia, que apesar de democrática, legal e representativa, está subjugada à subjectividade e relatividade, do poder executivo, no que respeita às pessoas que o compõem e ao momento que se vive. De Res Publica, nada tem este nosso presente… pelos vistos até os monárquicos, gostariam dela, desde que presidida por um Rei. Basta ver o passado, recentíssimo, para verificarmos que todo o poder, em nome do povo (voto popular = maioria), é-nos imposto, por decretos e leis (a mando do executivo), à revelia dos interessados (juízes, funcionários públicos, polícias, professores, etc), que não são ouvidos e chamados a opinar, para a sua elaboração, mas apenas para lhes ser dado conhecimento, em nome da economia e da estatística, que servem para tapar todos os erros e compadrios, que se geram nas cúpulas dos corredores do poder, através de grandes lobbies, sejam eles quais forem os “veículos da política”. POLÍTICA essa, que deveria existir para servir o POVO e não para servir os seus agentes. De tudo o que ouvi da plateia e do painel em presença, constituído por pessoas bem conhecidas, pelos cargos que desempenharam ou desempenham, e, cujas vidas aparecem nos noticiários, jornais e revistas, e que por isso todos nós conhecemos, por vezes não com as melhores impressões, pelas suas práticas, quer um regime quer outro, para mim “serve”. Sempre vivi em regime republicano… No fundo estão a dizer-nos: - Faz o que eu digo, não faças o que eu faço, tal e qual nos dizem os dirigentes, de qualquer sector da nossa sociedade, que abrange desde a política, ao futebol, passando pelas instituições bancárias e inspectivas. Tudo vai girar, no mesmo sentido, à revelia da vontade e necessidade popular, por força de uma corrente maioritária, de um, ou, uns partidos, em coligação, que exercerão o poder autocrático. Sempre, mas sempre, em nome do povo… Eu fico bem! (até à próxima campanha eleitoral)

29 janeiro 2008

Qual a ligação de 68 e 86?

68 e 86.

Para além da inversão dos caracteres numéricos, e, da diferença na ordem, que representam, poucas diferenças parecem ter…

Mas… têm uma grande ligação, como mais à frente poderemos ver.

Há muito, muito tempo, no século passado… dois jovens cadetes, com diferenças de idade, de 18 anos, e, talvez com 18 anos de idade, entram nas respectivas Academias Militares, pujantes da sua juventude e com ideais para melhorar o mundo. Pelo menos, no que respeita ao garante da soberania e da segurança dos seus povos. De lá saiem jovens Oficias; donos do seu tempo, com o seu “tempo”, pela frente.

Cada um faz o percurso da sua vida, até que um dia têm um ponto em comum.

O primeiro, o mais velho, torna-se conhecido ao rebelar-se contra o seu presidente, e, o seu povo, através de uma revolução sangrenta e sanguinária, transformando-se num ditador à frente das suas hostes, da qual é general e o novo presidente, de uma ditadura, como poucas no passado se puderam ver, ao longo da história.

Com a sua acção directa ou indirecta, somente, num país, recentemente independente, e sobre o qual falaremos, mais à frente, é responsável pela morte e assassínio de cerca de 200.000, almas, que, sempre, se recusaram a estar sobre o seu jugo, opressor, que durou cerca de 25 anos.

Esse homem, como toda a gente já viu, é Suharto. O país é o “Mártir” Timor.

No passado dia 27 de Janeiro(27+1), o General Suharto, morreu, na sua Jacarta imperial, de morte devida a doença prolongada, sem nunca ter sido julgado pelos actos de que foi responsável, quer em Timor, quer no interior do seu “imenso” país, onde por todos os meios possíveis fez calar a oposição.

Repare-se e note-se, que os seus inimigos, de então, lhe perdoaram, mas não esqueceram, e participaram, agora como altos dignitários, de um país vizinho e ex-ocupado, no seu funeral de estado, que teve lugar no dia de ontem, 28.

O segundo, também em 1975, em cumprimento do dever e das ordens emanadas pela sua hierarquia, aterra em Timor.

É-lhe concedido o Comando do Agrupamento de Cavalaria da Fronteira, apesar de ser um Infante/Comando, cuja responsabilidade abarcava toda a fronteira terrestre, com o Timor Ocidental, território administrado pela ilha de Java, no imenso país, a que se chama Indonésia.

Fruto das convulsões políticas, em Portugal, também a Timor chegaram as réplicas, e, em convulsões, também, Timor ficou.

A geoestratégia jogou-se na cena internacional.

Como todos já sabem, apesar da Invasão de Timor, pelas forças de Jacarta, oficialmente ter sido só em 7 de Dezembro, daquele ano, ela ocorreu em 24 de Setembro, dia em que as forças do Governo, unilateral, de Timor, tomaram a Fronteira, junto à localidade de Batugadé, iniciando-se a “reconquista”, em nome das pretensas forças anti-comunistas de Timor…

Oficialmente, só em 6 de Dezembro ficou decidida a invasão, após a anuência do presidente dos Estados Unidos da América, Gerald Ford, de visita a Jacarta, nesse mesmo dia.

Após a sua partida, e, na manhã de 7 de Dezembro, o mundo acordou horrorizado, com as imagens dos paraquedistas a descerem sobre DILI e dos cidadãos, comuns, a serem apanhados no meio dos fogos cruzados, das forças em litígio.

Ora, a história de Timor, está contada ou será contada, por historiadores estudiosos, do passado, do presente e do futuro.

O meu objectivo é outro.

O meu objectivo, é acompanhar a vida dos dois jovens cadetes, que entretanto o deixaram de ser, e, que por vezes se tocaram!

Vejam bem, que em 1975, o segundo cadete, então Comandante do Agrupamento de Cavalaria, com sede em Bobonaro, vê-se envolvido na geoestratégia da área asiática e da ilha. Por razões, lidas nos jornais da época e livros sobre a matéria, de que me dispenso de recordar, aparece com mais 22 subordinados, formando o grupo dos 23 prisioneiros de Timor, em território indonésio, no Timor Ocidental, sob a custódia do Exército daquele país, com Suharto como presidente.

A política internacional e a guerra, fizeram com que este Comandante e os seus subordinados, permanecessem, cerca de dez meses, detidos “pelo Exército” indonésio, até regressarem definitivamente ao país, Portugal, em 28 de Julho de 1976.

Passados quase 32 anos, eis senão, somos surpreendidos pelas notícias nos Órgãos de Comunicação Social, com a morte do ditador Suharto.

Quando lia/via as reportagens do funeral em Jacarta, toca o telefone.

Atendo. Fico estupefacto com a notícia, que me é dada, do outro lado do fio, por um camarada: - o nosso Comandante, tinha acabado de falecer.

Era dia 28 de Janeiro.

Não sei se repararam… há muitos “6” e “8” neste texto.

- Suharto nasceu em Java há 86 anos

- O Sr. CORONEL VIÇOSO nasceu na Fuzeta há 68 anos

Interessante. Depois de uma vida de ziguezagues, quase nos antípodas, um do outro, e, da troca de caracteres, na idade, ambos, no fim da vida, têm em comum, o dia 28 de Janeiro, como o último elo de ligação… um teve o funeral. O outro faleceu.

Ora aqui se concretiza o meu objectivo de ligar os números 68 e 86… o dia 28 de Janeiro de 2008

Porque Deus é bom, magnânimo e justo, em caso de ter de separar, por via do julgamento preliminar, antes do JULGAMENTO FINAL, lhe rogo, que, mantenha o meu COMANDANTE, homem íntegro e militar impoluto, lá bem, num recanto do Éden, onde possa sempre ouvir harpas, a entoar melodias harmoniosas e rodeado de lírios e anjos alvos, brancos e puros, até ao nosso reencontro, em detrimento do GENERAL, que, se não for digno de passar pelo purgatório, então, sim, seja entregue ao DEMO e às profundezas do inferno, na companhia de todos os outros, que como ele partiram, e, são recordados pela negativa, pelo mal que espalharam pelo mundo.

Meu Coronel descanse em paz.

Atambua 1976