11 março 2008

República vs Monarquia

Acabado o programa Prós e Contra, da RTP1, onde se proclamava ser o primeiro debate sério e franco, entre as ideologias republicanas e monárquicas, fui levado a abrir o editor de texto e a reflectir escrevendo, sobre o que retirei do dito debate. Começo por concluir, pelo painel em presença, que há monárquicos a “servir” a “Mátria” republicana e republicanos, que não se importam de ter um rei. Até já houve famílias, do mais republicano que se possa imaginar a querer perpetuar-se no poder, por via dinástica… em pleno Séc. XX. Concluo que, as caras são sempre as mesmas, quer, sejam de uma “facção”, quer sejam da outra. Viveram e vivem, apenas para a discussão filosófica e política, por vezes postas em artigos e livros, vivendo à custa do erário público e privado, à sombra de partidos políticos, por rotatividade, tomando parte no exercício do poder, quando lhes cabe e tendo como sustentação uma Assembleia, que apesar de democrática, legal e representativa, está subjugada à subjectividade e relatividade, do poder executivo, no que respeita às pessoas que o compõem e ao momento que se vive. De Res Publica, nada tem este nosso presente… pelos vistos até os monárquicos, gostariam dela, desde que presidida por um Rei. Basta ver o passado, recentíssimo, para verificarmos que todo o poder, em nome do povo (voto popular = maioria), é-nos imposto, por decretos e leis (a mando do executivo), à revelia dos interessados (juízes, funcionários públicos, polícias, professores, etc), que não são ouvidos e chamados a opinar, para a sua elaboração, mas apenas para lhes ser dado conhecimento, em nome da economia e da estatística, que servem para tapar todos os erros e compadrios, que se geram nas cúpulas dos corredores do poder, através de grandes lobbies, sejam eles quais forem os “veículos da política”. POLÍTICA essa, que deveria existir para servir o POVO e não para servir os seus agentes. De tudo o que ouvi da plateia e do painel em presença, constituído por pessoas bem conhecidas, pelos cargos que desempenharam ou desempenham, e, cujas vidas aparecem nos noticiários, jornais e revistas, e que por isso todos nós conhecemos, por vezes não com as melhores impressões, pelas suas práticas, quer um regime quer outro, para mim “serve”. Sempre vivi em regime republicano… No fundo estão a dizer-nos: - Faz o que eu digo, não faças o que eu faço, tal e qual nos dizem os dirigentes, de qualquer sector da nossa sociedade, que abrange desde a política, ao futebol, passando pelas instituições bancárias e inspectivas. Tudo vai girar, no mesmo sentido, à revelia da vontade e necessidade popular, por força de uma corrente maioritária, de um, ou, uns partidos, em coligação, que exercerão o poder autocrático. Sempre, mas sempre, em nome do povo… Eu fico bem! (até à próxima campanha eleitoral)

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