08 dezembro 2007

Há precisamente um ano...

...estava eu a esta hora (mais ou menos a primeira do dia), revivendo tempos idos, na companhia de companheiros e colegas do Externato da Imaculada Conceição, na minha terra, à beira rio, num restaurante, de localização privilegiada, sobre o Mondego, onde este belo rio, aqui ainda de montanha, se revolve, batendo ora aqui, ora ali, em cada rocha do seu trajecto, em catadupa, fazendo uma espuma alva, que brilha e cintila pela incidência da luz do luar. À medida que os anos vão passando, mais valia dou a estes momentos, já que, como o ditado popular diz, recordar é viver. E a vida é muito curta. Por mim gostaria que todos os anos se realizassem. Assim não é entendido pela maioria... e têm razão. Grande parte do pessoal está fora do burgo e a distâncias consideráveis de muitos quilómetros, pelo que no final de um dia de trabalho, não é recomendável a viagem, e, para a maioria seria completamente impossível, fisicamente, o galgar a distância para chegar a tempo da ceia. Bom será que os encontros continuem, mesmo sem carácter regular... Depois da ceia, fica-se na cavaqueira e bailarico, no último ano abrilhantado, já por filhos de colegas nossos... até altas horas da manhã. Durante a manhã de 8/12 geralmente reunimos-nos no Solar do Queijo, onde se faz a prova do dito e partimos para a Eucaristia, para uma capela ou Igreja, já que tem-se variado de local, tal como se fazia, quando éramos alunos, geralmente no Monumento de N. Srª de Fátima, mesmo ao lado do colégio. Depois de recordarmos os professores e colegas, infelizmente já desaparecidos, para um restaurante da zona, geralmente o do dia anterior, nos deslocamos, para regarmos as nossas emoções do momento com um bom vinho e iguarias da zona, a recordar os manjares da nossa meninice. A conversa prolonga-se pela tarde, até chegar a hora da partida... Era nesta hora, que há cerca de 40 anos, se bailava, recitava, declamava e representava, em palco improvisado, no ginásio ou mesmo no do Teatro Municipal, inaugurado pelo Rei D. Carlos, que infelizmente desapareceu. Era esta hora, também, hora de temores e receios de falhar, uma deixa ou um passo... que marcaram o nosso crescimento e modelaram o nosso carácter. Bem, mais um encontro finalizado... mais umas memórias revitalizadas e umas amizades reforçadas. É hora de partir. E lá vamos, todos já com saudades do passado e o mesmo pensamento de um dia voltar no futuro. A todos os colegas, que por aqui passarem, votos de um Bom Natal e Feliz Ano Novo, com muitos sucessos pessoais e profissionais, na certeza porém que se Deus quiser lá estaremos numa próxima oportunidade. Até breve