Sábado, 24 de Outubro.
De repente, lembro-me que, um amigo meu de infância e puberdade, me tinha convidado a estar presente, caso me encontrasse em Lisboa, na apresentação pública de um livro seu, em parceria.
Recordo-me, que na terra ele não me havia dado dados precisos, sobre a hora e a localização, mas que mais tarde alguém me enviaria um e-mail, dando conta.
Esse e-mail entretanto chegou, mas como andava eu atarefado, com outros afazeres, nem verifiquei, que os dados sobre a hora estavam omissos.
São 18h00... pego no telemóvel e zás...
Zé, a que hora é o lançamento?
De pronto me respondeu que era às 18h30.
Para honrar um compromisso, aí vai a correria, calma, para estar pronto, a horas do início da sessão.
À hora marcada ali estava eu, em pleno Campo Grande, à procura do 56... e ao longe, lá estava o chapéu de aba larga, sinal de que o Zé Albano estava por perto.
Em boa hora o fiz, e, não foi a primeira vez, que pude testemunhar, que na Beira se continuam a imortalizar "beirões", que descem à cidade como os lobos, onde são reconhecidos, o que não acontece entre os seus pares e as suas gentes, ou, se acontece, na maioria dos casos, já eles não podem saborear em vida, as alegrias e tristezas dos seu escritos.
Por acaso, a matéria do livro foi o erotismo na poesia, ou poesia no erotismo, temas que já tratou do antecedente, na sua poesia acróstica, através de um desafio, lançado pela co-autora. Mas, conta já um grande rol de temas, que versam as mais díspares matérias, que o tornam um nome, a considerar no futuro, dentro do seu género de escrita.
Para melhor se saber, para a maioria, que o não sabe, aconselho a ler o artigo, que no link aque qui fica - http://www.novaguarda.pt/noticia.asp?idEdicao=201&id=13832&idSeccao=2835&Action=noticia - de modo a que todos saibam e conheçam a sua biografia e bibliografia, e, que há gente que pelo seu fervor e vontade de aprender, se alcandura a patamares mais elevados, tornando-se conhecida pelo seu valor, aquém e além fronteiras, continuando a ser meros desconhecidos, ou loucos, pelas suas ideias e comportamentos avançados no tempo, na sua terra, e, junto dos seus pares.
Quem diria, quando nos sentávamos nas carteiras do nosso antigo colégio, do Externato da Imaculada Conceição, e já lá vão umas boas 5 décadas, que um dia te veria sentado em lugar de destaque, com obra literária, feita, que pelo menos ficará nas prateleiras e escaparates de livrarias e alfarrabistas, até ao Séc. XXX. Que, só é privilégio de alguns...
Das terras da Beira-Alta saiu sempre bom centeio... ainda há-de continuar a produzir por muitos e bons anos.
Parabéns Zé, cá ficamos à espera de mais poesia e de crónicas.
24 outubro 2009
Colégio Militar
A propósito de várias notícias recentes só tenho a dizer:
Tanta polémica para quê?
É uma instituição já centenária, anterior ao Outubro negro de 1917…
Irá continuar, pois é dali que sairão os princípios perdidos, pela sociedade actual, para que amanhã se possa continuar Portugal, depois das experiências a que estamos a ser sujeitos.
Os homens passam, mas as instituições com base sólida são perenes