21 julho 2006

Reflexão sobre o tempo da reforma...

A propósito de um mail, que recebi, triste, muito triste, já que nunca imaginei, a situação descrita, ao reenviá-lo, porque o apoio, acrescentei um comentário, como intróito, que abaixo quero partilhar e deixar, para que os jovens que leiam, este trecho, possam ter base para reflectir no "seu" devir.

"Concordo, com o que se diz abaixo, mas acrescento… Há muitos Torres pelo país… falo só de futebolistas e outros atletas. Lembro aqui que quem devia ter descontado, o deveria ter feito… e pela totalidade legal. Mas, penso também, que os atletas, em vez de desbaratarem o dinheiro, “bem ganho”, ingloriamente, deveriam pensar que estão numa profissão de desgaste rápido e que, rapidamente a glória se esvai e é efémera… Nem todos, têm a sorte de ser Ronaldos, Vieiras Pinto, Sabrosas, etc… Neste país, até há bem pouco tempo – guterrismo – toda a gente tinha, por precaução, o cuidado de ter o seu pé de meia… para qualquer eventualidade… Ora, é neste exemplo, como haveria tantos para citar, e no do malogrado companheiro de clube, que se chamava Vítor Baptista, que terminou “coveiro”, por gratidão em Setúbal, sua terra natal, que devem reflectir os nossos jovens atletas, para que não tenhamos que andar, aqui, a falar de miséria ciclicamente e eles, mais tarde, muitas vezes abandonados, pelas suas próprias esposas, que tão rapidamente se fizeram conquistar, não tenham que passar pelo mesmo.

Podem ter a certeza que: - a aura se desvanece, a glória passa e a velhice chega, rápidamente."

Nota: - Para contextualizar, o mail que recebi, tinha como finalidade, recordar ao Clube, FPF e Estado, os feitos alcançados e serviços prestados ao país, para pedir uma pensão, merecida, para José Torres, uma das figuras proeminentes, a nível desportivo, do século passado, que vive, segundo o texto, uma fase derradeira e dramática da sua vida, sem o apoio, daqueles que o bajularam, em tempos aúreos, por estar entre a vida e a morte, na sua última luta contra a famigerada e sempre vencedora doença de Alzheimer, e, que nunca precaveram estas situações, como era seu dever, que tanto se aplicam no passado, como no presente e no futuro.

08 julho 2006

Que belo ser...

No passado dia 1 de julho, a minha filha, que já há muitos anos, pedia um cão, entrou-me pela casa adentro, com um, adquirido com o meu conhecimento, lá para terras de Santarém. Nascido a 21 de Maio, já podem calcular o seu tamanho... é completamente negro... que beleza. Passou a ser o encanto e o desassoego da casa... muito à portuguesa, está posta em pantanas. É adorável o meu caozinho, que por coincidência ou não, com a boa prestação do Maniche, no Campeonato Mundial, na Alemanha, assim se chama, por vontade expressa da dona, apesar da discordância total do resto da família. Assim seja e o seja por muitos e bons anos. Tem umas patinhas e um focinho adorável e sempre húmido... as orelhas, são perfeitas... não sei se sairá ao pai, que não conheço. O pelo é sedoso e lustroso, como nunca tinha visto num cão. É belo o "nosso" Labrador. Já late e morde nos calcanhares, saltitando e fazendo salto em altura, em grande estilo, tipo "Fosbury" e com muita graciosidade. Uma das suas características é roer as botas e "ténis" e dar dentadas num "irmão" de peluche, que lhe puseram e deram como companhia... não lhe dando descanso às orelhas e rabo. Passei a ter mais um intertenimento... brincar com o meu novo companheiro e compincha de horas de lazer. Bem-vindo a casa.