A propósito de um mail, que recebi, triste, muito triste, já que nunca imaginei, a situação descrita, ao reenviá-lo, porque o apoio, acrescentei um comentário, como intróito, que abaixo quero partilhar e deixar, para que os jovens que leiam, este trecho, possam ter base para reflectir no "seu" devir.
"Concordo, com o que se diz abaixo, mas acrescento…
Há muitos Torres pelo país… falo só de futebolistas e outros atletas.
Lembro aqui que quem devia ter descontado, o deveria ter feito… e pela totalidade legal.
Mas, penso também, que os atletas, em vez de desbaratarem o dinheiro, “bem ganho”, ingloriamente, deveriam pensar que estão numa profissão de desgaste rápido e que, rapidamente a glória se esvai e é efémera…
Nem todos, têm a sorte de ser Ronaldos, Vieiras Pinto, Sabrosas, etc…
Neste país, até há bem pouco tempo – guterrismo – toda a gente tinha, por precaução, o cuidado de ter o seu pé de meia… para qualquer eventualidade…
Ora, é neste exemplo, como haveria tantos para citar, e no do malogrado companheiro de clube, que se chamava Vítor Baptista, que terminou “coveiro”, por gratidão em Setúbal, sua terra natal, que devem reflectir os nossos jovens atletas, para que não tenhamos que andar, aqui, a falar de miséria ciclicamente e eles, mais tarde, muitas vezes abandonados, pelas suas próprias esposas, que tão rapidamente se fizeram conquistar, não tenham que passar pelo mesmo.
Podem ter a certeza que: - a aura se desvanece, a glória passa e a velhice chega, rápidamente."
Nota: - Para contextualizar, o mail que recebi, tinha como finalidade, recordar ao Clube, FPF e Estado, os feitos alcançados e serviços prestados ao país, para pedir uma pensão, merecida, para José Torres, uma das figuras proeminentes, a nível desportivo, do século passado, que vive, segundo o texto, uma fase derradeira e dramática da sua vida, sem o apoio, daqueles que o bajularam, em tempos aúreos, por estar entre a vida e a morte, na sua última luta contra a famigerada e sempre vencedora doença de Alzheimer, e, que nunca precaveram estas situações, como era seu dever, que tanto se aplicam no passado, como no presente e no futuro.
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