11 novembro 2005

Reflexão sobre o "DEVIR"

Caros amigos,

Às palavras, abaixo transcritas, que eu peço, façam o favor de ler, acrescento as minhas pobres palavras, apoiando-as e apelando à reflexão de todos os que futuramente as lerem, mas chamando à atenção de que também a humanidade ao longo de milhões de anos se foi aperfeiçoando, criando regras familiares, sociais e cívicas... por isso temos que estar muito atentos às perversidades que nos querem impingir... e que um dia, em conjunto com uma política errada, isto é, pela execução da política por parte de homens mal-formados, fracos e/ou teimosos, projectem o fim dessa mesma "humanidade", através do caos NBQ... e não haja necesidade de se regenerar, com outros "seres", daqui a muitos milhares de anos, a partir de uma outra "amiba", forçadamente modificada a nível genético, para resistir á destruição humana.

Como é forte a "AMIBA"... e fraca a mente humana.

(in Pasquim de Casa, António Carlos Marques Cabral)

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(Público, Eduardo Prado Coelho)

Precisa-se de matéria-prima para construir um País

" A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós Como povo. Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se defrauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não! Não! Já basta!

Como "matéria-prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO. E você, o que pensa?.... MEDITE! "

(Público, Eduardo Prado Coelho)

O Mundo Cão vai chegar

Olá amiguinhos:

Preparem-se, vem aí o reino dos cães… o homem como o dinossauro vai exterminar-se.

Acabei de ver um vídeo, num anexo de e-mail, de uma estação de TV, americana, onde aparece um cão a falar...julgo que o treinador é uma "americana" (CIA), ... de imediato, concluí que já estão a ensinar os cães a falar a sua língua (inglês), para o caso de haver sobreviventes, daquela nacionalidade, viajantes do espaço à altura do cataclismo.

Por isso, a pressa de colonizar os planetas à volta (e o Iraque, e, Afeganistão).

Perante tais factos, façamos chegar ao n/ governo esta informação, primordial, com muita urgência, (sim, já que fomos nós que chegámos primeiro "ali", à Índia e aos Brasis... porque não sobrevivermos também...?) porque tem estado autista, para os assuntos "internos", que não lhe agradam, a fim de criar "escolas para cães", para aprenderem Português (há muitos professores desempregados...). Se possível, com os métodos do Cambridge School, por correspondência (audição de disquete). Passaremos a ver os cães à trela, pelas alamedas e jardins, com o seu gravador na coleira, soletrando, antes de alçarem a pata, numa qualquer árvore ou arbusto:

- Quando for senhor do mundo não vou ter nenhum "humanóide" preso num apartamento, e, obrigá-lo a reter as excreções fisiológicas, a horário e só quando regressar a casa após um longo dia de trabalho.

- Se, for privilegiado e, tiver uma vivenda, com condições para ter um "humanóide" de estimação, então, quando o passear à trela, levanto sempre os "dejectos" e coloco-as nos locais apropriados, e ali postos pela autarquia.

- Com limpeza e civilidade é bom ser "alfacinha" e viver em Lisboa.

NB: - Estes procedimentos não são os habituais, aqui na zona do Lumiar... mais propriamente nas imediações da Estrada da Ameixoeira... a cada passo é preciso evitar as armadilhas que estão reservadas às solas...

Tenham cuidado e analisem os sinais… preparem-se. Se necessário vão ao videoclube, mais próximo, procurar os “Signs” do Mel Gibson ou "A Guerra dos Mundos" do Tom Cruise (grandes fiascos… este é o meu aparte).

Se entretanto acontecer, lá nos encontraremos, no além, com, o Luís XV, Newton, Einstein, Saddam, Bush, Bresniev e o "Diabo" ...[(Só Ares), ou pensavam que ele era eterno]… tudo gente importante.

A todos uma vida prolongada e votos de que a ficção o seja mesmo...

O vosso amigo de longa data,

"Préboby"

05 setembro 2005

Comecei a ter tempo de meu e a ser dono desse mesmo tempo.

Por isso, aqui estou para reiniciar a escrita, que vai saindo ao sabor da pena, digo da tecla.

Estou a aproveitar o tempo durante o qual estou a fazer "upload" de fotografias, com paisagens e vistas do meu PORTUGAL, mais especificamente das regiões onde tenho raízes. Quer de sangue quer de vivência.

Gostaria que aqui fosse um ponto de encontro, quer de amigos de infância, tão arredados de contacto, fruto da distância a que cada um se encontra, assim como de todos os que por qaulaquer motivo ou afinidade, comigo têm ou tiveram alguma ligação.

Por tudo isto e porque tenho de ir ver as fotografias, se já partiram para o espaço, me despeço e cumprimento com um beijo as senhoras leitores e com um forte abraço os cavalheiros.

A todos até uma próxima oportunidade (ao pessoal de Celorico que seja na St Eufêmea ou nas comemorações do dia do EIC)

05 junho 2005

Um dia destes voltarei

Há bastante tempo, que não tenho tido oportunidade de por aqui dar uma saltada. É bom sinal. Tenho estado entretido com outras coisas...

Neste momento estou a dedicar-me a passar os filmes da velha máquina muda "super 8" e HiG, para sistema compatível com DVD. Por isso tenho andado tão afastado.

Mas, prometo a mim mesmo que um dia destes aqui voltarei.

05 março 2005

Mais um tempinho para aqui vir

Há tanto tempo que não arranjo maneira de cá voltar e deixar correr a pena, digo, os dedos nas teclas, como melhor lhe aprover... Já tenho saudades... mas, efectivamente não tenho tido tempo. Outro dia cá voltarei, porque estou a ser assediado por todos os telefones e msn (s), que existem nesta casa. Até uma próxima oportunidade... até porque já novo governo tomou posse e está na altura de começar a ser criticado (tanto pela positiva como pela outra... seria melhor que fosse pela primeira). Até breve

08 janeiro 2005

Uma "estóriazinha"

Iniciação à gestão, aos 10 anos de idade...

Era uma vez…

… 3 rapazitos, que montados nas suas bicicletas, se dirigiram, já num dia de férias de Páscoa e em franca época primaveril, para a área do Colégio, que frequentavam, para usufruir aí, do espaço e da calmaria, que o local proporcionava...

Passados, dois, três dias, um deles, foi acordado pela mãezita, que, com cara de querer dar poucos afagos, adjectivava a sua mímica, com palavras pouco abonatórias, para quem as ouvia, fazendo-o despertar assarapantado e com estranheza pela algaraviada, contrariamente ao habitual…

Trazia na sua mão, um papel. Era uma intimação do Sr. Comandante da Guarda Republicana, que mandava apresentar o dito aluno, no seu quartel, para ser ouvido como arguido... Não dizia qual ofensa ou o acto praticado(?)...

No dia aprazado, lá foi o aluno de 10 anitos... a caminho do Posto, para ser ouvido e “julgado”, por algo que desconhecia...

Enquanto esperava, pelo “Implacável Cabo Comandante do Posto”, que tinha fama de ser intransigente, e, de ter poucos amigos, imaginava como seriam as "masmorras" e qual o motivo que o ali levara… (tudo isto entre deambulações de fardas e botas cardadas, que entravam e saíam num rodopio, fazendo-o sentir-se, num campo de urtigas, e, não de amoras silvestres, tal e qual como o João perante o "gigante", logo que subiu o feijoeiro).

Depois de uma boa meia hora de espera, um agente mandou-o entrar para um gabinete, singelo e austero, com apenas uma secretária, uma cadeira, um cofre cinzento, a um canto, e, mais um retrato do Sr. Presidente, de então.

Sentado na cadeira e com cara de poucos amigos, o Sr. Cabo Comandante, levantou o olhar e com voz grave e condizente, disse:

- Malandros mal-formados… como podem invadir a propriedade privada e destruir as árvores de fruto alheias, provocando-lhe danos irreparáveis e ficarem impunes?!…

- Quem são os outros dois que no dia (x) te acompanhavam e, que no colégio, destruíram as cerejeiras que lá se encontravam?…

Ficou incrédulo e quedo. Ter-se-ia enterrado pelo cimento abaixo, se fosse possível transformar-se em broca…

E o Cabo venerando, continuou:

- Não vale a pena dizeres nada, porque já sei quem são… A pedido da Vossa Directora, cada um irá desembolsar 25$000 reis, para pagamento dos estragos. Se vos volto cá a apanhar, pelo mesmo motivo, não saireis daqui sem uns açoites e uma passagem pelo calaboiço.

- Vai-te. Amanhã, bem cedo, não te esqueças de me fazer entrega dos 25$000 reis, para eu os poder dar à vossa Directora.

Dali, saiu o petiz, sem palavra ter proferido, com o rabo entre as pernas, conforme o ditado popular, a meditar na razão pela qual, naquele dia, o mundo resolver dar uma volta e cair-lhe nos costados. Dirigiu-se para o local habitual de reunião, no jardim público, da vila, para contar e tentar saber a razão daquele desiderato…

Como era habitual, lá se encontrava a galfarragem do costume…

Começou por contar, como tinha abandonado o reino de Morfeu e de todas as contrarieadades, a que foi submetido durante aquele dia.

O problema maior, a resolver, era como iria arranjar os milhares de “reis”, no total de 25.000, para pagar no outro dia, pela manhã, como lhe foi imposto pelo “Senhor Cabo do Decalitro”…

Quanto à explicação, sobre o motivo da sua passagem pelo “CALABOIÇOl”, veio de seguida, pela voz de um dos presentes, que já tinha passado pela mesma situação, e, que recordou que no tal dia (x), enquanto deambulavam pelo recreio, um deles - ainda hoje, não se sabe qual - terá ido a uma pequena cerejeira, que iniciava ali o seu ciclo de vida, agarrada à pedra da parede, sob a janela da sala do 2º Ano, onde cresciam 2 cerejas, raquíticas, ainda num matiz variável, entre a cor exterior e interior da melancia, que resolveu, logo ali prová-las, para que soubesse e pudesse informar, a proprietária, "Directora", da valia ou não, de deixá-la crescer, consoante fosse a sua qualidade. Só não transmitiu, os adjectivos a aplicar, porque não havia vivalma na grande casa, agora abandonada, durante as férias... (pelo menos assim parecia…).

Nenhum deles ficou com a dívida por saldar…

E, foi, por tal facto, que três rapazitos, desde cedo, tomaram contacto com a "usura", o "poder", o limiar da “marginalidade” e com a "gestão de grandes pomares".

Mas, pelo que consta, serviu-lhes de lição, pois que, já em tempo de “EUROS”, (como vão longe os tempos dos MIL REIS...), nada consta, nos seus registos criminais, tendo-se tornado pacatos cidadãos, laboriosos e empreendedores, cada um na sua actividade, cultivando os princípios da ética, respeito e sociedade, que foi ali, naquele mesmo colégio, que desde cedo, aprenderam a cultivar.

Toda esta "estória", se deve à inflexibilidade da "Directora" e do “Poder Policial”, contra os “Adamastores” e contra a vilanagem, daquela pequena vila, personificada naquelas três pequenas criaturas, gentes de palmo e meio, avassaladores e usurpadores, da propriedade alheia…

Nada consta sobre as represálias e açoites havidos no "LAR"...

... a memória tratou de os fazer cair no esquecimento…

(texto de António Carlos Marques Cabral - 8 de Fevereiro de 2004)

04 janeiro 2005

Vamos reatar o tempo do labor

O ano de 2004 se finou... e que tragédia no extremo oriente.

Há necessidade de a comunidade científica se unir para que se prevejam as catástrofes e se possam minimizar. Tanta tecnologia e que para nada serve... há que distribuir a informação em tempo útil e oportuno.

Tantas almas perdidas, de diversos credos e religiões, de um segundo para o outro, tanta desgraça e tanta fome durante estes últimos dias...

... senhores poderosos e não só, vejam aqui o exemplo de que o "homem" é um "zé ninguém", confrontado com a natureza... e com o sobrenatural. Gaste-se com a busca de novas tecnologias, para por ao serviço da "Humanidade" e acabem-se com as vaidades pessoais e políticas, que só fomentam a desavença e conduzem à "Guerra".

... lembrem-se que os dinossauros também existiram...

Que este ano de 2005 não traga desordem e infelicidade ao mundo e que se consigam avanços científicos na área da saúde e educação, para que o "Planeta" possa servir melhor a raça humana e todos os seres que nele habitam, para que se possa perpétuar a existência de seres vivos na Terra.

A todos os leitores um bom ano de 2005

Reflexões

Hoje recebi 1 mail do Secretário do Partido Sicialista... será porque me considera amigo... não tive o privilégio de lhe ser apresentado, nem tendo até ao presente momento entrado na sua Sede, nem em qualquer outra, ou ter escrito qualquer formulário de partido algum. Nessa carta consta um boletim de inscrição no partido, logo sinto-me assediado, tal e qual como se se tratasse de um produto de qualquer supermercado ou empresa de time sharing, introduzido na caixa de correio, com a indicação de não receber publicidade. Indica-se um novo "azimute"... não se diz é qual é a escala de referência nem qual é o valor a introduzir na bússola. Pelos vistos, serão elementos de anteriores equipas, que irão estabelecer os novos rumos... Será que a agulha vai indicar anteriores direcções? Aguardemos.

Tédio

Mais um fim de-semana de Janeiro... Ainda bem que ontem fui empurrado do aconchego de casa, para uma sala de cinema, por minha filha, que me fez recordar a minha meninice e os meus sonhos de curto prazo de estudante, adolescente, que eram os "bailaricos" nas épocas festivas - Natal, Ano Novo e Páscoa - e nas festas populares de Junho, assim como as festas da vila. Sim vila, já que não teve evolução e se deixou ultrapassar pelas suas vizinhas, hoje grandes cidades, porque tiveram classe política e empresarial, que lhe trouxeram prestígio e desenvolvimento. Chamava-se então o filme "shall we dance Mr. Clark?". Desde pequeno que aprendi a dançar e sempre que música ouço o meu pé estremece e deambula, nem que seja sobre a sola do sapato... Tenho imensa pena, apesar de ter tido oportunidades, fruto de vários condicinalismos, de nunca ter passado além do solfejo e do canto coral, e, por isso, a minha "real pena" de não ser "músico", mesmo que de forma amadora e só lúdica, para satisfação e entretenimento pessoal. Tudo isto para dizer que a dança me cativa e me empolga... mas, que poucas vezes tenho a sorte de por em prática; primeiro, porque era filho único e só como acima referi tinha possibiliadde de dar ao pé, já que a sociedade da altura era fechada e não permitia o contacto entre sexos opostos, fora dos cânones impostos e verificados in loco por qualquer um dos progenitores do lado feminino; segundo, após a fase inicial do matrimónio, pelo contrário, minha esposa, não é dada à dança, apesar de saber um pouco de música e até por vezes praticar... e a minha filha também não; por isso vejo-me arredado de uma actividade que me dá prazer, já que não tenho feitio, para como acontece com as dirversas gerações, que me sucederam, de andar a movimentar-me "sózinho" , apesar de poder estar rodeado de centenas de pessoas, a "abanar o capacete". As conclusões do filme são para ser lidas a dois, por forma a que cada um dos cônjuges, esteja atento às necessidades de preenchimento do tempo disponível do outro, já que no desenrolar do dia-a-dia e fruto do labor e da vida rotineira e rápida, por vezes não se nota a solidão do parceiro, que por circunstâcias e casualismoss, arranja alternativas afectivas, para ultrapassar a nostalgia e o marasmo em que cai, mesmo sem querer por em causa a vida familiar e o amor que os une, mas podendo por em risco a estabilidade familiar. Aconselho todos a ver o filme. Pois é, toda esta lamechice, por causa do crepúsculo vespertino e invernoso, que a pouco e pouco, lá fora, se apropria da luz e da cor, encaminhando-se prá noite profunda, que causa insónias aos mais débeis, e, grande tédio e nostalgia a quem tem como objectivo o esgotar das horas de lazer de mais um Domingo, pra que um novo dia comece, na manhã da 2º Feira, seguinte, provavelmente ao som de um"sonoclock" da Sony, produzido na China, cheio de notícias fatalistas, veiculos da desgraça e da miséria alheia, que nós não podemos socorrer, ou escandalosas, sobre políticos e dirigentes, que não têm categoria para o desempenho das altas funções que desenvolem, ou melhor, deveriam desenvolver, devido à falta de educação, ética, escrúpulos e seriedade. É com este espírito "negativo" que mais uma semana começa, mas é o "fado" do "Zé Português"... Sim, porque ainda a semana de trabalho começa às segundas-feiras... O luar começa a ser intenso e como tal é hora de parar a reflexão e me virar para a realidade... do final domingueiro. Boas-Vindas à noite.

05 dezembro 2004

O primeiro contacto

São as primeiras palavras dirigidas a todos os meus amigos, que queiram juntar-se à roda desta "mesa cibernética" e aqui alcançar um convívio salutar, de troca de experiências e de entretenimento, durante as horas de lazer.

Comecei por introduzir vistas e paisagens da nossa terra... outros temas serão bem acolhidos

A todos as boas-vindas e que o diálogo se estabeleça.

Votos de que tenham passado um Feliz Natal e um ano de 2005 cheio de venturas

ACMC52