Buraco de Ozono - Foto retirada do site do SAPO para ilustrar o texto acima

É um Blog para que tudo o que vem à cabeça possa ser registado informaticamente. É também um lugar de reunião de amigos, caso apareçam... (deixem comentário), para falar da meninice, juventude ou da vida... até ao ponto final.
Buraco de Ozono - Foto retirada do site do SAPO para ilustrar o texto acima

Vejam este exemplo, abaixo documentado.
Local - Entrada da praia de S. Roque, Meia-Praia, Lagos, junto à foz da Ribeira de BENSAFRIM.
Caso passem por Lagos e estejam com vontade de ajudar os pobres animais, só precisam de seguir as indicações nas placas e aviso, afixados.
Lembram-se?
Não. Não se lembram já…
Se querem ver uma criatura bela, amorosa, carinhosa e feliz, apesar das moléstias e enfermidades, que estão registadas, em textos anteriores, a rever para se recordarem do meu Manixito.
Numa manhã de fim de Agosto, cerca das 10 horas, o Sol brilhava e irradiava luz, por todo o lado, na marginal, linda, de uma cidadezinha, algarvia. O meu “cãozinho” passeava lá, à trela. Como de costume, encontrou-se com 2 “meninas”. Mãe e filha, de quem estava enamorado.
Já brincava, feliz, com os seus 15 meses de idade... caiu de lado e morreu.
Talvez, esse amor e esse desejo, intensos e desenfreados, de adolescente, o tenham matado.
Era vê-lo correr, puxando a trela e levando-me de rojo… em direcção aos canídeos, femininos… logo que os viu.
Lá chegou.
Cheiraram-se, como de costume e iniciaram uma dança em rodopio, com umas rosnadelas pelo meio, da mãe protectora. Quando se firmaram nas patas traseiras e se preparavam para um abraço a três, o Manixito, caiu de lado e olhou, ainda, de soslaio para a sua dona sénior, que tanto o acarinhou e amou. Parecia pedir-lhe ajuda ou estar a despedir-se… como a dizer, adeus e obrigado, por tudo o que me deste.
Tentei a reanimação…
Ali se finou o pobre “Manixito”, sem mais um latido… e foram muito poucos os que deu… podem-se contar, nos dedos das mãos, tal era a sua ruindade...
As suas diabruras maiores e os seus defeitos, não passaram de brincadeiras e traquinices de criança. Foram apenas, provocar sustos nas senhoras, agarrando-lhes e abocanhando-lhes as carteiras e sacos de compras, especialmente se fossem negros, como ele, ou, dando-lhes dentadinhas nos traseiros, provocando-lhes saltinhos e gritinhos, de prazer…
Tão pouco viveu, e, tanto sofreu o meu Maniche…
Tudo porque o mercantilismo e a globalização, transformaram o mundo, e, tudo se resume a cifrões… tudo se cria e tudo se vende, sem querer saber-se das consequências, que esse produto acabado, mas imperfeito, pode vir a dar, a quem o adquire.
O caso do Maniche é paradigmático… foi posto no mercado, com certificado de garantia, mas, aos 4 meses, foi operado a uma pata, e, aos 5, à outra. Sofria de displasia em último grau. Comparativamente aos outros e mais novos, com que brincava, já se tinha reparado que ele se cansava, muito, pois que a meio das brincadeiras parava, enquanto os outros continuavam. Desconfiávamos que ele poderia ter problemas cardíacos, e, preparávamo-nos para chamar a atenção do seu veterinário, para o facto, numa próxima consulta.
Já não é necessária.
A família ficou desolada, como de um dos seus elementos se tratasse...
Ainda hoje, qualquer sombra ou qualquer actividade, relativa à salvaguarda dos utensílios, móveis e maquinaria, da casa, o fazem lembrar, já que o inconsciente, não registou ou não quis registar, a nefasta ocorrência e a perda daquela jóia, sobressaltando-se, para que se tome a devida protecção, para que não fiquem ao alcance da sua dentuça, que o relembra também, porque ficou "registada", nos cantos e tampos salientes dos móveis assim como nas portas e roda-pés.
O “MANICHE” morreu.
Viva o “MANICHE”, perene, nas nossas memórias, como um ser fiel, amigo, carinhoso, brincalhão, que passou pela vida, por período curto, mas cheio de felicidade, porque foi adorado, estimado e amado, por todos os que com ele repartiram o seu tempo.
Sê muito feliz Maniche, no LIMBO, que o Criador criou, para todo o sempre.
12 de Agosto - 18 dias antes de falecer

Nos passados dias 7 e 8 de Dezembro, todos os saudosos, alunos do Externato da Imaculada Conceição (E.I.C.), sim porque os outros não aparecem, comemoraram mais um aniversário com uma ceia em 7, e, uma Missa de Acção de Graças em 8, na veneranda e jubilada Igreja Matriz de Santa Maria, na Vila de Celorico da Beira.
À Cerimónia Religiosa, seguiu-se um almoço de confraternização, na Ponte Nova, no antigo Lagar de Azeite, em boa hora convertido
As bagagens eram muitas e (nós) os carregadores, poucos... e lá fomos nós a correr de bagagens e "garrafão" na mão... a subir para o vagão bar, que era o que mais perto estava da carruagem que deveríamos ocupar.
Só acordou
... sempre a arrastar a bagagem... e o garrafão... de estação em estação... tivemos que apanhar 3 composições...

FW: TIBET (Boa viagem...)
A propósito do título acima, assunto de um e-mail recebido… como tantos outros, postos a circular na Internet, entre amigos, dei comigo a reflectir sobre as imagens anexas e a tentar entrar na realidade do local onde foram colhidas. O Tibete.
Tanto acontece com as imagens do Tibete, como as de qualquer outro lugar… reflectem apenas a sensibilidade exclusiva do criador. Podem ser imagens, à vista do espectador, bonitas ou horrorosas, provocando-lhe sentimentos, também eles subjectivos, consoante a personalidade de quem as vê.
Temos até o facto curioso, a propósito, da Mona Lisa, que agora, há bem pouco tempo, após estudos de análise, à tela e ao vestuário, se chegou à conclusão e, pasme-se, ao pormenor, de ter sido pintado durante a gestação, daquela senhora e do seu segundo filho, que na notícia, penso eu, não estará expresso que tenha nascido...
E eu pergunto.
Não há nos outros continentes paisagens, rios, neve, rebanhos, montanhas e gente mais civilizadas, com esplendor e lustre, comparado ou melhor, que as imagens apresentadas do Tibete?
Se for para estudar a cultura daqueles povos ou praticar o alpinismo puro, ainda compreendo, que haja a “necessidade” de para lá viajar, de locais tão distantes, como a Europa e Américas, ou, ainda, com a finalidade de obter produtos, que por serem ilegais, por cá não haverá…
Pois julgo, para quem tenha possibilidade de viajar, quer por ter tempo disponível quer por ter independência financeira, que os Alpes, o Amazonas, o parque de Yellowstone, o Alasca ou o Japão, são bem mais interessantes…
...até aqui em Portugal, por exemplo o Gerês, Monfortinho, Serra da Estrela, as grutas, as albufeiras, não deixando de esquecer as praias de alvas areias.
Não fico vislumbrado, com imagens, que os autóctones gostariam, porventura, de deixar de ver no dia a dia, por troca com um modo de vida ocidental, ou outro também simples, mas mais próspero, para fugirem à sua parca e austera vida de nómadas, em terra inóspita e rebelde.
Não há dúvida que ao olhar as fotos, fica sempre uma vontade de conhecer… mas como acontece, depois do sonho, a realidade é outra… bem diferente.
Por isso, eu, se me fosse possível ir, a onde a imaginação e a informação me permitissem, gostaria de ver o passado, em filmes ou documentos e registos históricos, em locais prazenteiros e agradáveis, bem difundidos e bem assinalados, com excelente apoio logístico e servido por transportes, bem organizados; com zonas de entretenimento adequadas, ao público alvo, onde efectivamente, quem quer repousar, se sinta leve de espírito, descansado e em condições de usufruir e reter a informação e o conhecimento, que lhe ministram e para a qual se preparou, antes da realização da visita ou da viagem.
Por isso, viajar/turismo, no sentido restrito deverá ser um acto próprio, que se poderá realizar a só, ou em conjunto com o agregado familiar ou num círculo de amigos, que deverá concorrer, sempre, para o bem-estar presente e futuro de quem o faz. Para tal deverá estar-se sempre física e mentalmente são.
Por isso, concluo, que uma viagem ao Tibete ou a outro local qualquer, desconhecido, nem sempre será reconfortante, para quem a faz, podendo ser até contraproducente, já que poderá ver o reverso da medalha; a pobreza humana, espelhada na falta de higiene e salubridade, para além das mais elementares necessidades básicas, a nível de apoio social, saúde e educação, para as quais, nós ocidentais não estamos já preparados, nem individualmente capazes de reparar, contribuindo assim para o mal estar psíquico, de todos os que demandaram tais paragens, em busca de paz, descanso e aventura.
"Concordo, com o que se diz abaixo, mas acrescento…
Podem ter a certeza que: - a aura se desvanece, a glória passa e a velhice chega, rápidamente."
No passado dia 1 de julho, a minha filha, que já há muitos anos, pedia um cão, entrou-me pela casa adentro, com um, adquirido com o meu conhecimento, lá para terras de Santarém. Nascido a 21 de Maio, já podem calcular o seu tamanho... é completamente negro... que beleza. Passou a ser o encanto e o desassoego da casa... muito à portuguesa, está posta em pantanas. É adorável o meu caozinho, que por coincidência ou não, com a boa prestação do Maniche, no Campeonato Mundial, na Alemanha, assim se chama, por vontade expressa da dona, apesar da discordância total do resto da família. Assim seja e o seja por muitos e bons anos. Tem umas patinhas e um focinho adorável e sempre húmido... as orelhas, são perfeitas... não sei se sairá ao pai, que não conheço. O pelo é sedoso e lustroso, como nunca tinha visto num cão. É belo o "nosso" Labrador. Já late e morde nos calcanhares, saltitando e fazendo salto em altura, em grande estilo, tipo "Fosbury" e com muita graciosidade. Uma das suas características é roer as botas e "ténis" e dar dentadas num "irmão" de peluche, que lhe puseram e deram como companhia... não lhe dando descanso às orelhas e rabo. Passei a ter mais um intertenimento... brincar com o meu novo companheiro e compincha de horas de lazer. Bem-vindo a casa.