19 outubro 2007

Querem lá saber...

... que o tempo anda mudado! Pois comprovei ultimamente tal facto. O tempo de férias, já não é no verão. Vejam só, os último dias... está-se na praia, sem calor, sem frio, sem vento e sem areia a ser fustigada, contra as peles queimadas. Entra-se na água, como se não houvesse diferenças de temperatura, entre ela e o ar. "Tá-se bem". Será que o Sr. Bush e Cª, ainda continuam sem notar?
Buraco de Ozono - Foto retirada do site do SAPO para ilustrar o texto acima

18 outubro 2007

Altruísmo

Hoje após um passeio pela praia, fiquei surpreendido, pois já tinha passado por aquele local, e nunca tinha sentido a curiosidade para as placas que se encontram afixadas numa pequena casota, e, que estão em baixo documentadas, em fotos, para que seja do conhecimento geral, e, que se possa conhecer mais um caso de puro altruísmo. Há sempre alguém que faz o bem sem olhar a quem.

Vejam este exemplo, abaixo documentado.

Local - Entrada da praia de S. Roque, Meia-Praia, Lagos, junto à foz da Ribeira de BENSAFRIM.

Caso passem por Lagos e estejam com vontade de ajudar os pobres animais, só precisam de seguir as indicações nas placas e aviso, afixados.

12 outubro 2007

Sem tema... antes da conclusão. Vivências, depois.

... a propósito de um encontro na internet, via MSN, verifiquei que nada tinha ainda aqui deixado sobre Timor. Não o Timor de agora. Mas sim do passado, dos tempos da revolução de 75/76. Por tal facto, dei comigo a pensar que um dia destes, escreveria umas linhas sobre a "ilha do crocodilo". Ora, sem mais nem ontem, abri o "blog" e aqui estou a escrever, ao correr da tecla, nome que lhe dei quando o criei... é curioso. Pois bem, em 1975, já o ano ia adiantado, recebi ordem de marcha para embarcar para Timor... bem, não pretendo por agora, criar aqui um tratado histórico sobre a "Guerra Civil", ou, da minha vivência detalhada, durante cerca de 16 meses, que nele vagueei... no início como parte integrante do sistema político e soberano, vigente; depois, como joguete das forças em confronto, desta feita, nas mãos da UDT/APODETI, a mando do "monstro" territorial e político da área, a Indonésia. Fui tratado como prisioneiro de guerra daquelas organizações, durante 11 meses... e, reparem bem, estive desses 11, 10 dentro do Timor indonésio, guardado por soldados indonésios... isto desde 24 de Setembro de 1975 a 27 de Julho de 1976. Sabem que Portugal teve relações diplomáticas com a Indonésia até 7 de Dezembro de 1975? Sabem que esta data é a data da invasão, oficial, de Timor pela Indonésia? (Sabem... a Indonésia invadiu Timor, logo em 24 de Setembro... diziam que eram as forças anti-comunistas da UDT/APODETI que combatiam a FRETILIN... eram tropas regulares sem distintivos e sem fardas... guerra suja) Sabem que o presidente Gerald Ford, deixou Jacarta no dia anterior? Ora aqui podem reflectir e tirar as vossas conclusões... Mas, o que a mim me diz respeito e me intriga... é que eu entrei no Timor Indonésio em 24 de Setembro de 1995, e, fui entregue por um funcionário, suiço, da Cruz Vermelha Internacional, na polícia indonésia, em Atapupu, primeira aldeia a seguir à linha de fronteira... este Sr. saiu dali para ir a Jacarta, falar com o nosso embaixador... lembram-se tivemos relações com a Indonésia até 7 de Dezembro... para nos repatriar... nunca mais o vimos ou ouvimos falar. Entretanto, no estrito preceito das relações internacionais, o malogrado Ministro dos Negócios Estrangeiros, Melo Antunes, reuniu-se com o seu homólogo, indonésio, Adam Malik, em Roma, no dia 1 de Novembro daquele ano... antes do tal corte de relações diplomáticas coma a Indonésia...!!! Ora, depois destes factos, apenas me pergunto... porque fiquei eu e mais 22 camaradas, na Indonésia, por tanto tempo? Ainda hoje o faço e não obtenho a resposta... Lá regressámos, em 28 de Julho de 2006... graças à intervenção de um grande amigo de Timor e de alguns timorenses, os políticos locais da hora, que com ele estudaram em Dili, no liceu, quando era jovem, o então General Morais e Silva, Chefe de Estado-Maior da Força Aérea. Com ele viajou o Tenente-Coronel Cadete, que segundo me lembro, também teria um bom relacionamento com os políticos locais. Reporto-me agora àquela data, por lembrança, para se verificar como se vivia na época no país, contando aqui, a situação caricata, de ter regressado, a voar contra-natura, pelos EUA, porque ninguém fiava o combustível para a aeronave, a não ser aquele país... quaisquer taxas e reabastecimento, eram pagos na hora. Em dólares. Recordo que quando fui voei para oriente, tendo pousado em Carachi e Jacarta. Volto agora atrás, novamente. Para referir que durante a detenção, forçada, já que nós não tínhamos fronteira próxima, que pudéssemos atravessar... vivíamos num antigo presbitério, holandês e abandonado, havia pouco tempo, pelo prior, que se acolheu em novas instalações, no centro da aldeia. Era tudo em madeira, em fim de vida, desde a igreja, até à antiga casa do cura. Havia uma cerca que contornava o dito presbitério, que para além da igreja e da habitação, tinha no seu interior um cemitério e a "quinta", onde o cura em tempos faria a plantação dos seus legumes, com diversas árvores de fruto, entre as quais se contavam as bananeiras e papaieiras. Tudo isto, para dizer que aqui resultaram vivências de todas as espécies e feitios, que geraram os mais díspares sentimentos, em cada um, dos 23, durante a longa permanência. Houve incompatibilidades e desinteligências. Houve azedume, inveja, rancor, "traiçõeszinhas"... Mas... também houve, como reverso, entreajuda, amparo, apoio moral e espiritual, que se saldou, já no final, num grande espírito de corpo e de solidariedade, entre todos, que permitiu que chegássemos ao ponto de partida, em Lisboa, são e salvos. Durante muitos anos, cada um seguiu a sua vida, nunca nos tendo juntado colectivamente. Mais tarde, já nos anos noventa, por iniciativa de dois ou três "carolas", tocou a reunir... e a maioria, respondeu presente... Como se veio a constatar, a partir do primeiro encontro, apenas faltavam os que na provação, mais se auto-excluíram ou tentaram "ghetizar-se", e, aqueles para quem a vida foi madrasta, e, que infelizmente se finaram, entretanto, e, que sempre recordamos com saudade. Nestes encontros, que passaram a ser mais ou menos regulares, já em situação normalizada de vida, passámos a conhecer-nos melhor e a aprofundar amizades, que para concluir, esta prosa, para mim, para além dos amigos chegados da infância, são aqueles os amigos naturais e mais chegados, que ficaram, apesar de ter entretanto percorrido e trilhado vários caminhos, em todas as direcções, com contactos profissionais e sociais, intensos, e no final de mais um ciclo de vida, o do trabalho, que chegou ao fim. À laia de conclusão e de desabafo, a vida nos tempos que correm, já não é a que visualizávamos, na nossa meninice... tudo se alterou. Passámos da era da Tv para a da Internet, tendo-se alterado o modo e a filosofia de vida, radicalmente. "A razão sobrepôs-se ao coração."

10 outubro 2007

Eixo Norte-Sul completo

Hoje 10 de Outubro de 2007,e, após 20 anos, do início das obras desta via, foi inaugurado o último troço, com a presença de S. Exª. o Sr Primeiro Ministro, José Sócrates e respectiva comitiva, durante a manhã. Com hora prevista de abertura aos automobilistas para as 16H00, bem à portuguesa, só cerca das 16H15, é que esta se efectivou. Aqui ficam os registos das primeiras viaturas, não oficiais, a percorrerem o dito troço, nos dois sentidos de marcha.

03 setembro 2007

O cachorrinho “Maniche”, morreu.

Lembram-se?

Não. Não se lembram já…

Se querem ver uma criatura bela, amorosa, carinhosa e feliz, apesar das moléstias e enfermidades, que estão registadas, em textos anteriores, a rever para se recordarem do meu Manixito. Numa manhã de fim de Agosto, cerca das 10 horas, o Sol brilhava e irradiava luz, por todo o lado, na marginal, linda, de uma cidadezinha, algarvia. O meu “cãozinho” passeava lá, à trela. Como de costume, encontrou-se com 2 “meninas”. Mãe e filha, de quem estava enamorado.

Já brincava, feliz, com os seus 15 meses de idade... caiu de lado e morreu.

Talvez, esse amor e esse desejo, intensos e desenfreados, de adolescente, o tenham matado.

Era vê-lo correr, puxando a trela e levando-me de rojo… em direcção aos canídeos, femininos… logo que os viu.

Lá chegou.

Cheiraram-se, como de costume e iniciaram uma dança em rodopio, com umas rosnadelas pelo meio, da mãe protectora. Quando se firmaram nas patas traseiras e se preparavam para um abraço a três, o Manixito, caiu de lado e olhou, ainda, de soslaio para a sua dona sénior, que tanto o acarinhou e amou. Parecia pedir-lhe ajuda ou estar a despedir-se… como a dizer, adeus e obrigado, por tudo o que me deste.

Tentei a reanimação…

Ali se finou o pobre “Manixito”, sem mais um latido… e foram muito poucos os que deu… podem-se contar, nos dedos das mãos, tal era a sua ruindade...

As suas diabruras maiores e os seus defeitos, não passaram de brincadeiras e traquinices de criança. Foram apenas, provocar sustos nas senhoras, agarrando-lhes e abocanhando-lhes as carteiras e sacos de compras, especialmente se fossem negros, como ele, ou, dando-lhes dentadinhas nos traseiros, provocando-lhes saltinhos e gritinhos, de prazer…

Tão pouco viveu, e, tanto sofreu o meu Maniche…

Tudo porque o mercantilismo e a globalização, transformaram o mundo, e, tudo se resume a cifrões… tudo se cria e tudo se vende, sem querer saber-se das consequências, que esse produto acabado, mas imperfeito, pode vir a dar, a quem o adquire.

O caso do Maniche é paradigmático… foi posto no mercado, com certificado de garantia, mas, aos 4 meses, foi operado a uma pata, e, aos 5, à outra. Sofria de displasia em último grau. Comparativamente aos outros e mais novos, com que brincava, já se tinha reparado que ele se cansava, muito, pois que a meio das brincadeiras parava, enquanto os outros continuavam. Desconfiávamos que ele poderia ter problemas cardíacos, e, preparávamo-nos para chamar a atenção do seu veterinário, para o facto, numa próxima consulta.

Já não é necessária.

A família ficou desolada, como de um dos seus elementos se tratasse...

Ainda hoje, qualquer sombra ou qualquer actividade, relativa à salvaguarda dos utensílios, móveis e maquinaria, da casa, o fazem lembrar, já que o inconsciente, não registou ou não quis registar, a nefasta ocorrência e a perda daquela jóia, sobressaltando-se, para que se tome a devida protecção, para que não fiquem ao alcance da sua dentuça, que o relembra também, porque ficou "registada", nos cantos e tampos salientes dos móveis assim como nas portas e roda-pés.

O “MANICHE” morreu.

Viva o “MANICHE”, perene, nas nossas memórias, como um ser fiel, amigo, carinhoso, brincalhão, que passou pela vida, por período curto, mas cheio de felicidade, porque foi adorado, estimado e amado, por todos os que com ele repartiram o seu tempo.

Sê muito feliz Maniche, no LIMBO, que o Criador criou, para todo o sempre.

12 de Agosto - 18 dias antes de falecer

25 junho 2007

Uma ida ao Paraíso

No passado dia 23 de Junho, a propósito de uma ida ao S. João, fui transportado a uma das "7 Maravilhas da Europa"... O Alto Minho. A partir da Serra da Arga, que vista maravilhosa! Sobre a foz e o vale do Rio Minho, vê-se a Galiza a espraiar-se na sua margem direita. Que beleza... Mais para o interior e na região de Rio de Mouros, há recantos do rio Coura, muito aprazíveis e sensíveis à vista. Deleitem-se com as imagens...

12 dezembro 2006

Um encontro de velhos companheiros e amigos

Nos passados dias 7 e 8 de Dezembro, todos os saudosos, alunos do Externato da Imaculada Conceição (E.I.C.), sim porque os outros não aparecem, comemoraram mais um aniversário com uma ceia em 7, e, uma Missa de Acção de Graças em 8, na veneranda e jubilada Igreja Matriz de Santa Maria, na Vila de Celorico da Beira.

À Cerimónia Religiosa, seguiu-se um almoço de confraternização, na Ponte Nova, no antigo Lagar de Azeite, em boa hora convertido em restaurante. Local esse que já durante a tarde e noite, do dia anterior, tinha servido para a Ceia, onde participaram como abrilhantadores, o Sr Major Almeida, com os seus truques de ilusionismo, com cartas, e, um agrupamento de músicos, já filhos de ex-alunos e amigos, que nos fizeram reviver outras épocas, da nossa meninice e infância.

Ora logo nesta ceia, ficou aprazada a prova das castanhas e da jeropiga, com uns quantos, em casa do "Luisinho", para a tarde do dia 9, pelas 17 h 00, partindo, os que já ali não pertenciam, de imediato, para a estação, a fim de tomar o comboio em direcção às suas casas.

Chegados alguns com atraso, ao encontro das castanhas, estava em causa a partida... para o comboio. Eis senão, que um dos convivas era o Abraão, que também de saída estava para a sua morada, que por sinal ficava no caminho (... de ferro), para quem à Capital se dirigia.

Ficou assim sanado o problema da falta de tempo para a tomada do "TREM". Transporte já nós tínhamos...

Depois de termos sido presenteados, pela D. Zézinha, com uns peixinhos do rio e uns carapauzinhos fritos, regados com um bom "tintol", provenientes das cepas, das faldas da serra, viradas a NW, já nas cercanias de Vale de Azares, foi hora de provar a jeropiga, caseira, como o vinho e as castanhas...

... eis senão quando, houve necessidade, daqueles que, partiam e traziam as suas malas/volumes, de se baixarem para as apanhar e tomarem lugar na viatura, que um deles, com os olhos toldados pelos gases e vapores, da adega, se inclinou em demasia, tendo havido necessidade de lhe travar o movimento, já que a sua cabeça, roçou o chão... Lá se amparou e endireitou, continuando a tagarelar, como até ali... a pesar de estar já com volumes e peso em demasia. Tinha acabado de comprar 6 (seis) queijos do "precioso" queijo da serra, que pesavam como chumbo... e ainda aceitou um garrafão do precioso néctar, que o anfitrião lhes ofereceu, tendo todos os outros declinado a oferta, já que era impraticável o seu transporte...

... depois da carga arrumada, na viatura, lá partimos a caminho da Linha do Norte, que tomaríamos, já a sul de Coimbra. Pelo caminho, a conversa foi activa, a reavivar velhos tempos, com o "acalorado", refastelado no banco de trás, a participar com a voz entaramelada e arrastada, de quando em vez, entre os estádios de sonolência e dormidelas. Chegados ao destino, para tomarmos o comboio e descarregadas as bagagens, foi hora da despedida, do nosso colega, que por ali ficou, não sem nos ajudar a transportar aquelas, até ao interior da Estação.

O meu companheiro de viagem, tropeçava e ria-se. Na hora de adquirir o bilhete... só havia papel (cheques). O metal tinha desaparecido... mas rebuscando bem... ainda chegou para o "Ticket".

Não é que o comboio a apanhar, era o mesmo que deveríamos ter tomado na Beira... Era esse mesmo, que chegou passados alguns minutos...

As bagagens eram muitas e (nós) os carregadores, poucos... e lá fomos nós a correr de bagagens e "garrafão" na mão... a subir para o vagão bar, que era o que mais perto estava da carruagem que deveríamos ocupar.

No trajecto, para a carruagem, a boa disposição imperava e o garrafão era o "objecto" dos risos e trejeitos trocados... já que parecíamos uns "excursionistas" à Serra da Estrela, para ver a caravana da volta a Portugal, passar.

Lá entrámos. Conferidos por mim os assentos, meu amigo, logo ali se ajeitou, sem me permitir, arrumar o garrafão, no compartimento reservado à bagagem, como fiz com todos os outros artigos. Depositou-o a seus pés... sob as pernas. Abriu a mesa de apoio. Estendeu um braço, colocando a mão sobre a mesma, e, adormeceu... sem mais um pio.

Só acordou em V. Franca.

Chegados à Gare do Oriente, apeámos e deambulámos pelos diversos pisos até chegarmos à gare do metropolitano...

... sempre a arrastar a bagagem... e o garrafão... de estação em estação... tivemos que apanhar 3 composições...

Estávamos na estação da Alameda... era necessário apanhar o elevador ou descer as escadas. Mais uma vez, com todas as tralhas e o "garrafão"... Perante tal aparato, apareceram dois trabalhadores do metro, que estavam a sair de serviço, que solicitamente nos indicaram o local do elevador... ali a uns metros. O meu companheiro agradeceu a informação e retorquiu, que já que ali estávamos, era de descer as escadas. Começou então a dialogar com aqueles funcionários e a manifestar-lhes as qualidades dos queijos que ali levava, fazendo uma grande propaganda àquele produto tão genuíno (... já duvido) da nossa região, e, de forma peculiar e tão ao jeito dos nossos conterrâneos, fazendo jus ao cognome da nossa vila.

Quando chegámos ao Campo Grande, os ares eram outros... a verticalidade tinha ressurgido.

Era hora de marchar para o destino final. Hora de despedidas e reafirmação de um dever cumprido, por nossa parte, já que os de perto não costumam aparecer aos encontros, e , cheios de vontade de novamente rumar a terras beirãs, na certeza de que lá voltaremos para as comemorações de mais um aniversário do nosso Externato da Imaculada Conceição. Tão breve quanto a organização o torne possível, já que, foi "ele", que permitiu que voássemos, como se diz, no nosso hino, como "Aves de Abril" para o mundo, para cumprimento da nossa quota-parte na TERRA, que todas as gerações têm obrigação de preservar. Até um dia destes, caríssimos colegas.

13 outubro 2006

Espero que tenhas um restabelecimento rápido Manixito...

Agora, sei avaliar o que é ser pai, de um bebé, acabado de nascer e tenha que ser operado ou transplantado, devido a doença grave congénita, como vemos muitas vezes noticiado nos diversos órgãos de comunicação social, na maioria das vezes, sendo autistas...
Estas minhas singelas linhas, têm a sua origem na necessidade de um cãozinho, de tenra idade, ter sido submetido a uma cirurgia a uma pata, na passada semana e ter outra, dentro de 2 ou 3, consoante, o evoluir da situação, pois sofre de "displasia", em último grau. É tão grave a situação, - poderão ver abaixo as fotos - para vermos o que acontece, com tais bebés, a partir deste exemplo, passado com o cachorrinho, que sofre de doença congénita, que ataca com especial incidência a raça de "Labrador", já conhecida, desde há muito e que por isso, se recomenda a despistagem aos 4 meses. Este "peluche" nasceu em 21 de Maio passado.... é tão pequenino. Mas, as operações como se pode ver em diversos sítios da internet, só são recomandadas lá para o ano de idade, e, até, em muitos casos, só a partir dos dois. Esta situação, leva-me a reflectir sobre a necessidade de regulamentação, sobre as trocas comerciais com estes animais, já que existem, sempre, duas partes, envolvidas nas transacções, envolvendo muitas vezes, elevadas somas em dinheiro... Penso eu, que nestes casos, não deveria ser permitida a venda destas criaturas, com tão poucos meses de idade - este tinha um mês e poucos dias - ainda, para mais, raças com antecedentes de doença congénita, que só devem ser vendidos em locais preparados e fiscalizados, para que o comércio funcione sem escolhos, tendo aqueles, pessoal especializado para o tratamento e a prevenção das doenças e consequente manutenção do bem-estar dos animais, segundo os direitos, que já lhes são consignados em tratados internacionais. Tudo isto, para que, em nome desses mesmos direitos, não sofram em casa dos compradores, na maioria dos casos impreparados, para lidarem com estas situações de doença, por indecisões e omissões de actuação, por desconhecimento. Não deixo de referir, também, a situação melindrosa e embaraçosa, de quem tem de decidir, da operação, perante dados técnicos contraditórios, basta consultar a Internet e ouvir opiniões dos diversos veterinários, nem sempre coincidentes, e, mesmo na área monetária, já que envolvem centenas de euros, muitas das vezes superiores ao custo do próprio animal Quero aqui aproveitar para agradecer ao Centro Veterinário de Lisboa, os cuidados tidos com o "nosso" Maniche.
Com esta minha prosa, pretendo apenas alertar, pessoas idosas, que necessitam de companhia, ou meninos mais ternurentos, para as situações com que se podem deparar, com consequências nefastas, para os animais envolvidos e para si próprios, a nível psicológico, resultante da tomada de decisão, quanto às medidas a tomar, que podem por vezes, perante os dados disponíveis, ser bastante trágicas e traumáticas. À laia de conclusão: "Antes de comprar é preciso reflectir sobre as condições que se têm para receber, amar e manter um animal "

30 setembro 2006

FW: TIBET (Boa viagem...)

A propósito do título acima, assunto de um e-mail recebido… como tantos outros, postos a circular na Internet, entre amigos, dei comigo a reflectir sobre as imagens anexas e a tentar entrar na realidade do local onde foram colhidas. O Tibete.

Tanto acontece com as imagens do Tibete, como as de qualquer outro lugar… reflectem apenas a sensibilidade exclusiva do criador. Podem ser imagens, à vista do espectador, bonitas ou horrorosas, provocando-lhe sentimentos, também eles subjectivos, consoante a personalidade de quem as vê.

Temos até o facto curioso, a propósito, da Mona Lisa, que agora, há bem pouco tempo, após estudos de análise, à tela e ao vestuário, se chegou à conclusão e, pasme-se, ao pormenor, de ter sido pintado durante a gestação, daquela senhora e do seu segundo filho, que na notícia, penso eu, não estará expresso que tenha nascido...

E eu pergunto.

Não há nos outros continentes paisagens, rios, neve, rebanhos, montanhas e gente mais civilizadas, com esplendor e lustre, comparado ou melhor, que as imagens apresentadas do Tibete?

Se for para estudar a cultura daqueles povos ou praticar o alpinismo puro, ainda compreendo, que haja a “necessidade” de para lá viajar, de locais tão distantes, como a Europa e Américas, ou, ainda, com a finalidade de obter produtos, que por serem ilegais, por cá não haverá…

Pois julgo, para quem tenha possibilidade de viajar, quer por ter tempo disponível quer por ter independência financeira, que os Alpes, o Amazonas, o parque de Yellowstone, o Alasca ou o Japão, são bem mais interessantes…

...até aqui em Portugal, por exemplo o Gerês, Monfortinho, Serra da Estrela, as grutas, as albufeiras, não deixando de esquecer as praias de alvas areias.

Não fico vislumbrado, com imagens, que os autóctones gostariam, porventura, de deixar de ver no dia a dia, por troca com um modo de vida ocidental, ou outro também simples, mas mais próspero, para fugirem à sua parca e austera vida de nómadas, em terra inóspita e rebelde.

Não há dúvida que ao olhar as fotos, fica sempre uma vontade de conhecer… mas como acontece, depois do sonho, a realidade é outra… bem diferente.

Por isso, eu, se me fosse possível ir, a onde a imaginação e a informação me permitissem, gostaria de ver o passado, em filmes ou documentos e registos históricos, em locais prazenteiros e agradáveis, bem difundidos e bem assinalados, com excelente apoio logístico e servido por transportes, bem organizados; com zonas de entretenimento adequadas, ao público alvo, onde efectivamente, quem quer repousar, se sinta leve de espírito, descansado e em condições de usufruir e reter a informação e o conhecimento, que lhe ministram e para a qual se preparou, antes da realização da visita ou da viagem.

Por isso, viajar/turismo, no sentido restrito deverá ser um acto próprio, que se poderá realizar a só, ou em conjunto com o agregado familiar ou num círculo de amigos, que deverá concorrer, sempre, para o bem-estar presente e futuro de quem o faz. Para tal deverá estar-se sempre física e mentalmente são.

Por isso, concluo, que uma viagem ao Tibete ou a outro local qualquer, desconhecido, nem sempre será reconfortante, para quem a faz, podendo ser até contraproducente, já que poderá ver o reverso da medalha; a pobreza humana, espelhada na falta de higiene e salubridade, para além das mais elementares necessidades básicas, a nível de apoio social, saúde e educação, para as quais, nós ocidentais não estamos já preparados, nem individualmente capazes de reparar, contribuindo assim para o mal estar psíquico, de todos os que demandaram tais paragens, em busca de paz, descanso e aventura.

21 julho 2006

Reflexão sobre o tempo da reforma...

A propósito de um mail, que recebi, triste, muito triste, já que nunca imaginei, a situação descrita, ao reenviá-lo, porque o apoio, acrescentei um comentário, como intróito, que abaixo quero partilhar e deixar, para que os jovens que leiam, este trecho, possam ter base para reflectir no "seu" devir.

"Concordo, com o que se diz abaixo, mas acrescento… Há muitos Torres pelo país… falo só de futebolistas e outros atletas. Lembro aqui que quem devia ter descontado, o deveria ter feito… e pela totalidade legal. Mas, penso também, que os atletas, em vez de desbaratarem o dinheiro, “bem ganho”, ingloriamente, deveriam pensar que estão numa profissão de desgaste rápido e que, rapidamente a glória se esvai e é efémera… Nem todos, têm a sorte de ser Ronaldos, Vieiras Pinto, Sabrosas, etc… Neste país, até há bem pouco tempo – guterrismo – toda a gente tinha, por precaução, o cuidado de ter o seu pé de meia… para qualquer eventualidade… Ora, é neste exemplo, como haveria tantos para citar, e no do malogrado companheiro de clube, que se chamava Vítor Baptista, que terminou “coveiro”, por gratidão em Setúbal, sua terra natal, que devem reflectir os nossos jovens atletas, para que não tenhamos que andar, aqui, a falar de miséria ciclicamente e eles, mais tarde, muitas vezes abandonados, pelas suas próprias esposas, que tão rapidamente se fizeram conquistar, não tenham que passar pelo mesmo.

Podem ter a certeza que: - a aura se desvanece, a glória passa e a velhice chega, rápidamente."

Nota: - Para contextualizar, o mail que recebi, tinha como finalidade, recordar ao Clube, FPF e Estado, os feitos alcançados e serviços prestados ao país, para pedir uma pensão, merecida, para José Torres, uma das figuras proeminentes, a nível desportivo, do século passado, que vive, segundo o texto, uma fase derradeira e dramática da sua vida, sem o apoio, daqueles que o bajularam, em tempos aúreos, por estar entre a vida e a morte, na sua última luta contra a famigerada e sempre vencedora doença de Alzheimer, e, que nunca precaveram estas situações, como era seu dever, que tanto se aplicam no passado, como no presente e no futuro.

08 julho 2006

Que belo ser...

No passado dia 1 de julho, a minha filha, que já há muitos anos, pedia um cão, entrou-me pela casa adentro, com um, adquirido com o meu conhecimento, lá para terras de Santarém. Nascido a 21 de Maio, já podem calcular o seu tamanho... é completamente negro... que beleza. Passou a ser o encanto e o desassoego da casa... muito à portuguesa, está posta em pantanas. É adorável o meu caozinho, que por coincidência ou não, com a boa prestação do Maniche, no Campeonato Mundial, na Alemanha, assim se chama, por vontade expressa da dona, apesar da discordância total do resto da família. Assim seja e o seja por muitos e bons anos. Tem umas patinhas e um focinho adorável e sempre húmido... as orelhas, são perfeitas... não sei se sairá ao pai, que não conheço. O pelo é sedoso e lustroso, como nunca tinha visto num cão. É belo o "nosso" Labrador. Já late e morde nos calcanhares, saltitando e fazendo salto em altura, em grande estilo, tipo "Fosbury" e com muita graciosidade. Uma das suas características é roer as botas e "ténis" e dar dentadas num "irmão" de peluche, que lhe puseram e deram como companhia... não lhe dando descanso às orelhas e rabo. Passei a ter mais um intertenimento... brincar com o meu novo companheiro e compincha de horas de lazer. Bem-vindo a casa.

22 abril 2006

Uma viagem inesquecível (Abril2006)

Visitei a ilha de Maiorca durante as férias de Páscoa e achei por bem o dinheiro e o tempo empregue, na visita. Durante os 7 dias que lá estive, visitei praticamente todo o seu território, graças aos "cicerones" maiorquinos de gema, Joan e Doris, a quem aproveito para agradecer a bela recepção e estadia que me proporcionaram, a mim e à minha família. Não quero esquecer de referir aqui, também, o meu querido filho, que ali habita e que nos conduziu, pelas belas paisagens, tendo-se percorrido "na ilha" cerca de 2.000 km. Quero aqui manifestar que achei excelente, o trato da população maiorquina, e, a sua gastronomia, quer a nível do paladar quer a nível do aparelho digestivo, já que as digestões eram fáceis e leves. Quanto à paisagem é diversificada, tanto no interior como na costa. Para ilustrar o que digo, abaixo vou colocar algumas fotografias e relembro aqui a grandiosidade das "Cuevas de Artà" e a beleza dos lagos internos das "Cuevas del DRACH", com a sua característica específica, que propositadamente omito, para que quem as visite, no futuro, saboreie o momento, pela expectativa que aqui crio, e pelo deleite de que irá disfrutar. Fiquei com vontade de lá voltar... ...é uma visita que aconselho a quem esteja de férias. Não vá de avião... se possível faça a viagem no seu carro, e, aprecie a viagem marítima a bordo de um belo e confortável "buque", a partir de Valência ou Dénia. Até um dia Maiorca.