27 agosto 2009

As ideias do Sr. Presidente Ramos Horta em 2009

Eu nem quero acreditar nas notícias que circulam nos jornais, que dizem que Ramos Horta defende a integração de Taiwan na China... Será que se esqueceu dos anos antes de 1999? Podia esperar estas posições de todos, incluindo o nosso PS, mas não de quem atrás se fala. A vontade do povo de Taiwan expresso no voto não é suficiente? Não será um país com força económica e política? Não será idêntica ao de Timor? Será que Timor estará em melhores condições para ser independente? Antes de 1999 o povo de Timor não poderia pretender deixar o jugo indonésio, pela nova filosofia do sr Presidente... que rica viragem... é de diplomata. A memória é curta e varia em 10 anos... Tenha tino e siso, no que diz, Sr Presidente, para não trazer argumentos futuros ao império indonésio. http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1345962

20 agosto 2009

... ainda a Ibéria.

Ainda não há um mês, a propósito de artigos que circulam em OCS, aqui deixei a minha opinião sobre a Ibéria, que os nossos queridos industriais (e alguns economistas) pretendem criar (se os espanhóis quisessem...). Como diz o povo português: - Caiu como sopa no mel! Leiam o artigo, que se encontra na hiperligação, onde o articulista, e muito bem, desmonta essa vertente economicista por parte desses senhores, e, também, dos grandes defensores da regionalização, que sem poder económico por parte do governo central, não terá viabilidade... como estamos em tempo de vacas magras nem haverá uma, nem outra. http://economico.sapo.pt/noticias/espanhois-temem-a-desintegracao-do-pais_67843.html

13 agosto 2009

Ibéria?...

Há já algum tempo que andava reflectir sobre notícias vindas nos OCS, de que empresários portugueses, se começavam a interessar em desenvolver ideias e projectos para criação de uma IBÉRIA, tudo por motivos económicos. Ora aqui está a oportunidade para escrever os meus sentimentos relativamente a esta matéria, de importância Nacional, desde há mais de 800 anos.
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentID=F272C467-CB15-4AC8-95AB-7AA66B7B4368
Ora aqui está um grande artigo, feito por um socialista, o que é de admirar, que deve ser lido por todos os portugueses. Será que os 60 anos, de má memória, não chegaram para que o sonho de uma Ibéria unida, se desfaça? Será que não vêem que a Espanha não é mais do que uma manta de retalhos e curta, que se puxa e destapa os pés? Será que não se vê que não há unidade? Basta passar pelas diversas regiões e falar com o seu povo... Para sermos mais uma região autónoma de Espanha… não. Porque será que os que querem a regionalização, são os mesmo que clamam pela Ibéria? Não queiram, agora, fruto da recessão, por motivos economicistas, transportar problemas para o país, com identidade própria e uma língua unificadora, que não nos afectam. Longa vida a Espanha, a nosso lado. Viva Portugal

13 fevereiro 2009

Armas à solta

Basta abrir a Tv ou o rádio... o que se ouve? Mais uma gasolineira assaltada. Mais um banco assaltado. Agora, até passou a ser moda o assalto em "directo", pelas câmaras de segurança, no pequeno botequim da esquina... A memória de todos deve ser avivada... durante o passado verão, na hora do dia estava a lei das armas, com necessidades legislativas que requeriam acção imediata, para atalhar ao incremento da criminalidade. Pois bem... hoje, já quase com o inverno passado de 2008/9, continuamos com os mesmos problemas logísticos e operacionais, com o recrudescer da actividade criminal e com as mesmas soluções, por parte do ministro da pasta, como se pode ver no passado dia 11, ao ser interpelado na AR.

A propósito de um despacho em Diário da República

INATEL - A Fundação INATEL desenvolve a sua actividade em todo o território nacional, competindo -lhe a gestão de um importante património edificado e a prestação de um vasto leque de serviços nas áreas da hotelaria e turismo social, do apoio e promoção da cultura tradicional e do desporto amador e seus movimentos associativos, bem como de promoção de programas e iniciativas de inclusão e solidariedade social.
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A Fundação INATEL é a herdeira do INATEL, com origem também ele na ex-FNAT. É uma organização que tem por missão, concorrer para o bem-estar dos trabalhadores, de Portugal, que para tal têm que comparticipar, com uma quota anual, e, que na utilização dos serviços, quando têm vaga, pagam preços exorbitantes, maiores do que em unidades hoteleiras e com a obrigação de apresentação do “cartão”, que não podem extraviar, pondo em risco a estadia, caso não apareça. Apesar de parte doa conta estar já paga do antecedente, por envio de cheque ou vale de correio (acho que nem por transferência bancária pode ser efectuada, já que não é permitida a divulgação do NIB. Põe-se em causa a honorabilidade do trabalhador, que não pode pagar na hora, como em qualquer hotel...). Os serviços são intransigentes… Ora, o que me leva a escrever estas linhas, nada tem a ver com o funcionamento, neste momento, mas sim, com a perplexidade, com que fiquei, ao ver publicado em Diário da República, o Despacho 5190/2009, do MINISTÉRIOS DAS FINANÇAS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE SOCIAL, no link http://dre.pt/pdfgratis2s/2009/02/2S031A0000S00.pdf, que passo a transcrever;
Assim, nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 29.º dos Estatutos da Fundação INATEL, aprovados pelo Decreto -Lei n.º 106/2008, de 25 de Junho, determina -se o seguinte: 1 — A remuneração dos membros do conselho de administração da Fundação INATEL integra uma componente fixa e uma componente variável. 2 — A componente fixa é composta por uma remuneração base paga 14 vezes por ano e por despesas de representação pagas 12 vezes por ano, de valor correspondente ao actualmente em vigor para os gestores de empresas públicas do grupo A, com a graduação de complexidade de nível 1, nos termos previstos no n.º 2 do artigo 42.º do Decreto -Lei n.º 71/2007, de 27 de Março. 3 — A remuneração anual ilíquida variável com valor máximo de 15 % da remuneração anual ilíquida fixa, destinada a premiar a eficiência no desempenho da gestão, é fixada por despacho conjunto do membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, do trabalho e da solidariedade social, sendo determinada em função da remuneração anual ilíquida fixa, atendendo à avaliação dos resultados da gestão, à complexidade, exigência e responsabilidade inerentes às respectivas funções e às práticas normais de mercado neste sector de actividade.
Perante isto, questiono os trabalhadores deste país, entre os quais haverá economistas e gestores, se não haverá entre eles, com espírito de missão, alguns com capacidades de gerirem esta instituição, havendo necessidade de recorrer a nomeações ministeriais, com vencimentos e regalias iguais às dos gestores de empresas públicas do grupo A (antes só há o BdP), e, prémios de produtividade, até 15% do correspondente “ilíquido”? Dependentes dos resultados de gestão?… Pergunto ainda… deveriam estas organizações ter lucros? Então os trabalhadores em vez de terem preços bonificados, ainda vão concorrer com as suas fracas economias, para engordar e contribuir para os lucros, do interesse directo dos gestores, autorizados por lei, a ter como prémio, até 15% do seu vencimento anual ilíquido? Será que não estão a cumprir os objectivos para que foram nomeados e para os quais estão a ser pagos? Se não cumprirem deverão é ser responsabilizados e exonerados por incumprimento e incompetência porfissional... Os trabalhadores, necessitam de paz e sossego em acomodações cómodas e funcionais, a preços em conta, limpos e arejados, com estores que cumpram a sua funcionalidade e mobiliário adequado, das quais destaco as camas, com restaurantes e bares, com preços adequados e produtos em quantidade e qualidade, consoante a procura. (Como exemplo dou o caso do INATEL de V. N. Cerveira, onde não há, ou não havia estores, e, por isso, logo que clareia o dia é hora de acordar). Reparo ainda que nem todos os trabalhadores estão em condições de usufruir destas instalações, com os preços praticados… pudera! Concluo que, perante uma crise, como a que o mundo está a passar, mal vai o país, em que os trabalhadores, para usufruírem, de alguns dias de descanso, merecido, têm necessidade de ter à frente das instituições, que lhes devem proporcionar esse descanso, gestores profissionais, guindados a nível de grandes empresas e bancos, que movimentam milhões, com serviços caros e a nível de unidades hoteleiras de baixas “estrelas”. Deixo à consideração de cada um a exploração e a pesquisa do valor mensal auferido por tais dirigentes, e, a proveniência das suas capacidades e origens políticas. Faço notar que são sempre as mesmas.

11 fevereiro 2009

Pias, Maçadas e Portos

Parabéns Dr. Pires de Lima. Acabei de o ouvir na sua entrevista à SIC.

Acabou de dizer, sintetizando, com pesar por ter sido no cabo (SIC Notícias), e, não num prime time de um canal generalista, o que a maioria do povo português pensa, nos casos gerais e particulares, na conduta da política e dos políticos, em Portugal.

A honra limpa-se mostrando factos… não se invocam poderes metafísicos!

Acho que sim, que os dirigentes, políticos de topo, responsáveis pela justiça, têm capacidade para serem gerentes da cantina, no parque da justiça, na Expo.

Até os deixava cortar a fita, no dia da inauguração.

Aconselho os meus leitores, a ver a entrevista, no site da Sic Notícias.

Vale a pena.

31 janeiro 2009

Na generalidade os políticos são cata-ventos

Desde há muito tempo que me tornei admirador da integridade, honorabilidade, sensatez e sapiência, do Prof. Dr Freitas do Amaral. Há cerca de uma semana corre o folhetim Freeport, por toda a Comunicação Social, quer escrita, quer televisiva e radiofónica. Tenho sido um grande defensor da JUSTIÇA, crendo que toda a morosidade se deve à falta de meios postos à sua disposição, pelos governos e aos trâmites da lei, que em nome do bom nome dos arguidos ou indiciados, trava a rapidez e celeridade exigida. Ora, com o avolumar dos casos, e, sempre coincidente com períodos eleitorais, começo a descrer, como já descrê a maioria da população deste país, esse povo anónimo, em nome do qual esses políticos servem e se servem, consoante as suas necessidades políticas e por vezes pessoais. Ora, a minha intervenção, neste momento e que me leva a escrever estas linhas, serve para mostrar a minha indignação, contra o Professor doutor Freitas do Amaral, pago a peso de ouro, pelos seus doutos pareceres, que eu achava merecidos. Porquê? Porque ao ler o Expresso desta semana, mais precisamente, o artigo de opinião de Filipe Santos Costa, na sua página doze, verifico o troca-tintas que aquele professor é, que por muita justificação que dê e argumentos que expresse, jamais terá para mim credibilidade. Aconselho a que todos leiam o referido artigo, onde se mostra que, o que era verdadeiro para FA, em 2002, já o não é 2008/9. Em 2002 editou um livro onde punha em causa que um governo de gestão pudesse legislar, para além da gestão de governo, até à posse de um legítimo. Em 2008/9, e passo a transcrever,"No livro Governos de Gestão, que Freitas do Amaral reeditou em 2002 (em plena gestão de Guterres, o futuro ministro de Sócrates contesta o entendimento do TC considerando que é inconstitucional e deve ser reprovada a desenvoltura com que os governos legislam por decreto-lei muito para além do estritamente necessário. O professor mostra a firme convicção de que estes actos legislativos, devem ser considerados em princípio, proibidos, salvo quando ocorram circunstâncias excepcionais. Agora Freitas defendeu não haver qualquer ilegalidade no processo Freeport". Já desde há algum tempo, tempo da aproximação a Mário Soares, aquando de uma das suas candidaturas, eu desconfiava que o Dr FA, tinha uma estratégia política, a fim de chegar à mais alta magistratura da Nação. Não o podendo fazer através do seu partido, arranjou modo de o fazer, afastando-se dele, e, colando-se ao lado de Mário Soares, para ser seu substituto na primeira oportunidade, via PS. Tanto é, que chegou a ministro dos negócios estrangeiros, de Sócrates, mesmo com todos os problemas clínicos, que invocou, para o deixar de ser, logo que naturalmente fosse candidato a Presidente. Só não aconteceu porque o aparelho do partido não o permitiu. Logo de seguida, ou, quase de seguida, apresentou a sua demissão, invocando o seu estado de saúde. (Que foi operado, foi... mas nada me impede de fazer tal juízo.) Para concluir, reafirmo, que os políticos são cata-ventos, tendo-me socorrido deste conhecimento de factos, que toda a gente tem, para raciocinar linearmente, afirmando que se das altas figuras de uma nação, os que parecem mais ínclitos e impolutos, dão estes exemplos de volatilidade, quando a ideias jurídicas, sendo profissionais da justiça, tudo pode acontecer, já que os factos nunca são comprovados e as conclusões levadas até ao fim, arrastando-se os processos por anos a fio, quer sejam a nível da Justiça ou da Disciplina, quer sejam a nível da Empresa ou de Órgão Público, desde que não haja vontade por parte do decisor, que de tempos a tempos, por sua necessidade vai largando boatos e/ou factos, a fim de colher dividendos. Se há quebra do segredo de justiça, será por falta de acção do poder correspondente.Que não avança, tanto quanto as expectativas dos injustiçados, ou, dos que se julgam injustiçados, que de acordo com a lei participam os factos a quem de direito, contrariamente aos que conhecedores dos factos, em vez de participarem aos canais da justiça, os tratam à sua maneira, apesar de por Lei, não poderem omitir esses mesmos factos. Temos o exemplo do caso Freeport, o qual em vez de a informação do pedido dos 4.000.000, não se sabe de quê, ter sido canalizado para o Ministério Público, ficou a nível dos gabinetes. Temos que para futuro,também no programa da SIC, Quadratura do Círculo,ficou registada a opinião do actual presidente da Câmara de Lisboa, que perguntado como reagiria, em caso idêntico, respondeu, por suas palavras, que trataria de falar com quem colocou o problema, ficando por omissão, que não participaria ao Ministério Público, como o fez o Ministro do Ambiente, nos idos anos de 2002. Assim, não vamos suplantar a crise, provocada pela Globalização (ganância do sistema financeiro internacional), já que a dúvida e a suspeição persistem, não reabilitando quem está inocente e não castigando quem é corrupto e criminoso, circulando todos na mesma roda social e mediática, como se todos tenham direito aos mesmos "direitos e deveres", saltitando por vezes de lugar em lugar, mantendo e ampliando o leito da promiscuidade e da corrupção.

03 novembro 2008

A crise... quando bate no fundo...

... têm reparado nas últimas parangonas de todos os OCS? Vejam, todos os responsáveis a justificar-se porque não funcionou a inspecção na Banca e outros sectores produtivos... só havia um rabo de gato de fora. É nesse rabo que tentam desculpar-se, e fazer valer a honra e dignidade do "povo", que eles, como S. Jorge, defendem na luta com o "dragão", contra tudo e contra todos. As caras são sempre as mesmas. Auto geriam-se nos cargos. Força Cadilhe, pela visão dos cadilhos, desta pobre sociedade. ... vão ser muito poucos, a ser acusados. Os ratos estão a sair da toca, a pouco e pouco! "E os pobres cá continuam a pagar a crise"

01 novembro 2008

O tempo tudo apaga, caso não chegue uma imagem à retina e se fixe no subconsciente...

(A propósito de Artº de Pedro Rolo Duarte em 28 de Outubro de 2008, transcrito em baixo)

Ora aqui está um pensador, igual a tantos outros portugueses. Mas, este, tem capacidade de o dizer, em público e a milhões… como todos gostariam.

Quem são os culpados?

Todos nós sabemos (presidentes de partidos, autarcas, administradores e quejandos)… mas, não o podemos escrever, na imprensa nacional ou mesmo local, porque não lhe temos acesso.

É aqui, que eu louvo a coragem e a grandeza do “piqueno” Marques Mendes.

Força para todos os "piquenos", em todos os partidos, órgãos públicos e associações… e a todos os que tenham coragem, de ver que erraram, no passado, ao darem capacidade de poder a estes sabujos que gravitam à volta da governação, que só manifestam prepotência e desconsideração pelos seus cidadãos, em nome desse mesmo povo, arrogando-se, que lá foram postos por ele.

Tiram migalhas aos pobres, transformando-as em milhões, para contas na Suíça e “off shores”, como todos os dias ouvimos nas notícias, que não deixam de o ser, já que nunca passam a "informação".

Por isso, PRD clama, que as caras sejam vistas e conhecidas, e, não sejam só nomes, que depressa caiem no esquecimento... Conheçam-se também, os responsáveis pelas nomeações e pelas fiscalizações, dos órgãos, onde esta caterva de gente pertence, tal e qual, como na crise do BCP, onde todos sabem que esses órgãos são o BdP e a CMVM, e, quem têm à sua frente.

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http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=369383&visual=26&rss=0 http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1032770 http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1347405 ... e tantos outros links...

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Transcrição do Artº

As caras daqueles safados, isso eu queria ver

terça-feira, 28 de Outubro de 2008, 11:29:09 | PRD

Há uma porrada de dias que os jornais falam de Francisco Ribeiro, Clara Costa e Mário Peças, os “bons rapazes” que administravam a falida empresa municipal Gebalis (4,97 milhões de euros de prejuízo em 2006...), e que ao seu serviço se banquetearam pelo mundo fora em restaurantes fantásticos (gosto especialmente do Tragaluz de Barcelona, do Zuma, em Londres, e do clássico Gambrinus aqui de Lisboa...), dormindo nos melhores hotéis, viajando acompanhados e apresentando as facturas que eles próprios caucionavam...

Mas eu gostava de ver as caras deles. Gostava de os ouvir falar. Gostava de os ver sair de casa e ir à pastelaria ali da esquina. Gostava de saber os seus currículos, o que faziam antes e como foram parar à Gebalis – quem os convidou, quem concorreu a concursos ao lado deles, e o que fazem hoje em dia. Se são militantes dos partidos do costume. Se trabalham ainda para o Estado.

Os nomes deles nos jornais não me dizem nada se não vierem acompanhados de uma vida, uma biografia, um percurso. Quero perceber de onde sai esta gente que usa, abusa, esmifra, rouba, e depois desaparece sem deixar rasto. Ninguém mostra a cara deles? Só temos direito a ver os criminosos de vão de escada e os homicidas enlouquecidos pelo ciúme e traição?

11 março 2008

República vs Monarquia

Acabado o programa Prós e Contra, da RTP1, onde se proclamava ser o primeiro debate sério e franco, entre as ideologias republicanas e monárquicas, fui levado a abrir o editor de texto e a reflectir escrevendo, sobre o que retirei do dito debate. Começo por concluir, pelo painel em presença, que há monárquicos a “servir” a “Mátria” republicana e republicanos, que não se importam de ter um rei. Até já houve famílias, do mais republicano que se possa imaginar a querer perpetuar-se no poder, por via dinástica… em pleno Séc. XX. Concluo que, as caras são sempre as mesmas, quer, sejam de uma “facção”, quer sejam da outra. Viveram e vivem, apenas para a discussão filosófica e política, por vezes postas em artigos e livros, vivendo à custa do erário público e privado, à sombra de partidos políticos, por rotatividade, tomando parte no exercício do poder, quando lhes cabe e tendo como sustentação uma Assembleia, que apesar de democrática, legal e representativa, está subjugada à subjectividade e relatividade, do poder executivo, no que respeita às pessoas que o compõem e ao momento que se vive. De Res Publica, nada tem este nosso presente… pelos vistos até os monárquicos, gostariam dela, desde que presidida por um Rei. Basta ver o passado, recentíssimo, para verificarmos que todo o poder, em nome do povo (voto popular = maioria), é-nos imposto, por decretos e leis (a mando do executivo), à revelia dos interessados (juízes, funcionários públicos, polícias, professores, etc), que não são ouvidos e chamados a opinar, para a sua elaboração, mas apenas para lhes ser dado conhecimento, em nome da economia e da estatística, que servem para tapar todos os erros e compadrios, que se geram nas cúpulas dos corredores do poder, através de grandes lobbies, sejam eles quais forem os “veículos da política”. POLÍTICA essa, que deveria existir para servir o POVO e não para servir os seus agentes. De tudo o que ouvi da plateia e do painel em presença, constituído por pessoas bem conhecidas, pelos cargos que desempenharam ou desempenham, e, cujas vidas aparecem nos noticiários, jornais e revistas, e que por isso todos nós conhecemos, por vezes não com as melhores impressões, pelas suas práticas, quer um regime quer outro, para mim “serve”. Sempre vivi em regime republicano… No fundo estão a dizer-nos: - Faz o que eu digo, não faças o que eu faço, tal e qual nos dizem os dirigentes, de qualquer sector da nossa sociedade, que abrange desde a política, ao futebol, passando pelas instituições bancárias e inspectivas. Tudo vai girar, no mesmo sentido, à revelia da vontade e necessidade popular, por força de uma corrente maioritária, de um, ou, uns partidos, em coligação, que exercerão o poder autocrático. Sempre, mas sempre, em nome do povo… Eu fico bem! (até à próxima campanha eleitoral)

29 janeiro 2008

Qual a ligação de 68 e 86?

68 e 86.

Para além da inversão dos caracteres numéricos, e, da diferença na ordem, que representam, poucas diferenças parecem ter…

Mas… têm uma grande ligação, como mais à frente poderemos ver.

Há muito, muito tempo, no século passado… dois jovens cadetes, com diferenças de idade, de 18 anos, e, talvez com 18 anos de idade, entram nas respectivas Academias Militares, pujantes da sua juventude e com ideais para melhorar o mundo. Pelo menos, no que respeita ao garante da soberania e da segurança dos seus povos. De lá saiem jovens Oficias; donos do seu tempo, com o seu “tempo”, pela frente.

Cada um faz o percurso da sua vida, até que um dia têm um ponto em comum.

O primeiro, o mais velho, torna-se conhecido ao rebelar-se contra o seu presidente, e, o seu povo, através de uma revolução sangrenta e sanguinária, transformando-se num ditador à frente das suas hostes, da qual é general e o novo presidente, de uma ditadura, como poucas no passado se puderam ver, ao longo da história.

Com a sua acção directa ou indirecta, somente, num país, recentemente independente, e sobre o qual falaremos, mais à frente, é responsável pela morte e assassínio de cerca de 200.000, almas, que, sempre, se recusaram a estar sobre o seu jugo, opressor, que durou cerca de 25 anos.

Esse homem, como toda a gente já viu, é Suharto. O país é o “Mártir” Timor.

No passado dia 27 de Janeiro(27+1), o General Suharto, morreu, na sua Jacarta imperial, de morte devida a doença prolongada, sem nunca ter sido julgado pelos actos de que foi responsável, quer em Timor, quer no interior do seu “imenso” país, onde por todos os meios possíveis fez calar a oposição.

Repare-se e note-se, que os seus inimigos, de então, lhe perdoaram, mas não esqueceram, e participaram, agora como altos dignitários, de um país vizinho e ex-ocupado, no seu funeral de estado, que teve lugar no dia de ontem, 28.

O segundo, também em 1975, em cumprimento do dever e das ordens emanadas pela sua hierarquia, aterra em Timor.

É-lhe concedido o Comando do Agrupamento de Cavalaria da Fronteira, apesar de ser um Infante/Comando, cuja responsabilidade abarcava toda a fronteira terrestre, com o Timor Ocidental, território administrado pela ilha de Java, no imenso país, a que se chama Indonésia.

Fruto das convulsões políticas, em Portugal, também a Timor chegaram as réplicas, e, em convulsões, também, Timor ficou.

A geoestratégia jogou-se na cena internacional.

Como todos já sabem, apesar da Invasão de Timor, pelas forças de Jacarta, oficialmente ter sido só em 7 de Dezembro, daquele ano, ela ocorreu em 24 de Setembro, dia em que as forças do Governo, unilateral, de Timor, tomaram a Fronteira, junto à localidade de Batugadé, iniciando-se a “reconquista”, em nome das pretensas forças anti-comunistas de Timor…

Oficialmente, só em 6 de Dezembro ficou decidida a invasão, após a anuência do presidente dos Estados Unidos da América, Gerald Ford, de visita a Jacarta, nesse mesmo dia.

Após a sua partida, e, na manhã de 7 de Dezembro, o mundo acordou horrorizado, com as imagens dos paraquedistas a descerem sobre DILI e dos cidadãos, comuns, a serem apanhados no meio dos fogos cruzados, das forças em litígio.

Ora, a história de Timor, está contada ou será contada, por historiadores estudiosos, do passado, do presente e do futuro.

O meu objectivo é outro.

O meu objectivo, é acompanhar a vida dos dois jovens cadetes, que entretanto o deixaram de ser, e, que por vezes se tocaram!

Vejam bem, que em 1975, o segundo cadete, então Comandante do Agrupamento de Cavalaria, com sede em Bobonaro, vê-se envolvido na geoestratégia da área asiática e da ilha. Por razões, lidas nos jornais da época e livros sobre a matéria, de que me dispenso de recordar, aparece com mais 22 subordinados, formando o grupo dos 23 prisioneiros de Timor, em território indonésio, no Timor Ocidental, sob a custódia do Exército daquele país, com Suharto como presidente.

A política internacional e a guerra, fizeram com que este Comandante e os seus subordinados, permanecessem, cerca de dez meses, detidos “pelo Exército” indonésio, até regressarem definitivamente ao país, Portugal, em 28 de Julho de 1976.

Passados quase 32 anos, eis senão, somos surpreendidos pelas notícias nos Órgãos de Comunicação Social, com a morte do ditador Suharto.

Quando lia/via as reportagens do funeral em Jacarta, toca o telefone.

Atendo. Fico estupefacto com a notícia, que me é dada, do outro lado do fio, por um camarada: - o nosso Comandante, tinha acabado de falecer.

Era dia 28 de Janeiro.

Não sei se repararam… há muitos “6” e “8” neste texto.

- Suharto nasceu em Java há 86 anos

- O Sr. CORONEL VIÇOSO nasceu na Fuzeta há 68 anos

Interessante. Depois de uma vida de ziguezagues, quase nos antípodas, um do outro, e, da troca de caracteres, na idade, ambos, no fim da vida, têm em comum, o dia 28 de Janeiro, como o último elo de ligação… um teve o funeral. O outro faleceu.

Ora aqui se concretiza o meu objectivo de ligar os números 68 e 86… o dia 28 de Janeiro de 2008

Porque Deus é bom, magnânimo e justo, em caso de ter de separar, por via do julgamento preliminar, antes do JULGAMENTO FINAL, lhe rogo, que, mantenha o meu COMANDANTE, homem íntegro e militar impoluto, lá bem, num recanto do Éden, onde possa sempre ouvir harpas, a entoar melodias harmoniosas e rodeado de lírios e anjos alvos, brancos e puros, até ao nosso reencontro, em detrimento do GENERAL, que, se não for digno de passar pelo purgatório, então, sim, seja entregue ao DEMO e às profundezas do inferno, na companhia de todos os outros, que como ele partiram, e, são recordados pela negativa, pelo mal que espalharam pelo mundo.

Meu Coronel descanse em paz.

Atambua 1976

08 dezembro 2007

Há precisamente um ano...

...estava eu a esta hora (mais ou menos a primeira do dia), revivendo tempos idos, na companhia de companheiros e colegas do Externato da Imaculada Conceição, na minha terra, à beira rio, num restaurante, de localização privilegiada, sobre o Mondego, onde este belo rio, aqui ainda de montanha, se revolve, batendo ora aqui, ora ali, em cada rocha do seu trajecto, em catadupa, fazendo uma espuma alva, que brilha e cintila pela incidência da luz do luar. À medida que os anos vão passando, mais valia dou a estes momentos, já que, como o ditado popular diz, recordar é viver. E a vida é muito curta. Por mim gostaria que todos os anos se realizassem. Assim não é entendido pela maioria... e têm razão. Grande parte do pessoal está fora do burgo e a distâncias consideráveis de muitos quilómetros, pelo que no final de um dia de trabalho, não é recomendável a viagem, e, para a maioria seria completamente impossível, fisicamente, o galgar a distância para chegar a tempo da ceia. Bom será que os encontros continuem, mesmo sem carácter regular... Depois da ceia, fica-se na cavaqueira e bailarico, no último ano abrilhantado, já por filhos de colegas nossos... até altas horas da manhã. Durante a manhã de 8/12 geralmente reunimos-nos no Solar do Queijo, onde se faz a prova do dito e partimos para a Eucaristia, para uma capela ou Igreja, já que tem-se variado de local, tal como se fazia, quando éramos alunos, geralmente no Monumento de N. Srª de Fátima, mesmo ao lado do colégio. Depois de recordarmos os professores e colegas, infelizmente já desaparecidos, para um restaurante da zona, geralmente o do dia anterior, nos deslocamos, para regarmos as nossas emoções do momento com um bom vinho e iguarias da zona, a recordar os manjares da nossa meninice. A conversa prolonga-se pela tarde, até chegar a hora da partida... Era nesta hora, que há cerca de 40 anos, se bailava, recitava, declamava e representava, em palco improvisado, no ginásio ou mesmo no do Teatro Municipal, inaugurado pelo Rei D. Carlos, que infelizmente desapareceu. Era esta hora, também, hora de temores e receios de falhar, uma deixa ou um passo... que marcaram o nosso crescimento e modelaram o nosso carácter. Bem, mais um encontro finalizado... mais umas memórias revitalizadas e umas amizades reforçadas. É hora de partir. E lá vamos, todos já com saudades do passado e o mesmo pensamento de um dia voltar no futuro. A todos os colegas, que por aqui passarem, votos de um Bom Natal e Feliz Ano Novo, com muitos sucessos pessoais e profissionais, na certeza porém que se Deus quiser lá estaremos numa próxima oportunidade. Até breve