11 março 2008
República vs Monarquia
29 janeiro 2008
Qual a ligação de 68 e 86?
Para além da inversão dos caracteres numéricos, e, da diferença na ordem, que representam, poucas diferenças parecem ter…
Mas… têm uma grande ligação, como mais à frente poderemos ver.
Há muito, muito tempo, no século passado… dois jovens cadetes, com diferenças de idade, de 18 anos, e, talvez com 18 anos de idade, entram nas respectivas Academias Militares, pujantes da sua juventude e com ideais para melhorar o mundo. Pelo menos, no que respeita ao garante da soberania e da segurança dos seus povos. De lá saiem jovens Oficias; donos do seu tempo, com o seu “tempo”, pela frente.
Cada um faz o percurso da sua vida, até que um dia têm um ponto em comum.
O primeiro, o mais velho, torna-se conhecido ao rebelar-se contra o seu presidente, e, o seu povo, através de uma revolução sangrenta e sanguinária, transformando-se num ditador à frente das suas hostes, da qual é general e o novo presidente, de uma ditadura, como poucas no passado se puderam ver, ao longo da história.
Com a sua acção directa ou indirecta, somente, num país, recentemente independente, e sobre o qual falaremos, mais à frente, é responsável pela morte e assassínio de cerca de 200.000, almas, que, sempre, se recusaram a estar sobre o seu jugo, opressor, que durou cerca de 25 anos.
Esse homem, como toda a gente já viu, é Suharto. O país é o “Mártir” Timor.
No passado dia 27 de Janeiro(27+1), o General Suharto, morreu, na sua Jacarta imperial, de morte devida a doença prolongada, sem nunca ter sido julgado pelos actos de que foi responsável, quer em Timor, quer no interior do seu “imenso” país, onde por todos os meios possíveis fez calar a oposição.
Repare-se e note-se, que os seus inimigos, de então, lhe perdoaram, mas não esqueceram, e participaram, agora como altos dignitários, de um país vizinho e ex-ocupado, no seu funeral de estado, que teve lugar no dia de ontem, 28.
O segundo, também em 1975, em cumprimento do dever e das ordens emanadas pela sua hierarquia, aterra em Timor.
É-lhe concedido o Comando do Agrupamento de Cavalaria da Fronteira, apesar de ser um Infante/Comando, cuja responsabilidade abarcava toda a fronteira terrestre, com o Timor Ocidental, território administrado pela ilha de Java, no imenso país, a que se chama Indonésia.
Fruto das convulsões políticas, em Portugal, também a Timor chegaram as réplicas, e, em convulsões, também, Timor ficou.
A geoestratégia jogou-se na cena internacional.
Como todos já sabem, apesar da Invasão de Timor, pelas forças de Jacarta, oficialmente ter sido só em 7 de Dezembro, daquele ano, ela ocorreu em 24 de Setembro, dia em que as forças do Governo, unilateral, de Timor, tomaram a Fronteira, junto à localidade de Batugadé, iniciando-se a “reconquista”, em nome das pretensas forças anti-comunistas de Timor…
Oficialmente, só em 6 de Dezembro ficou decidida a invasão, após a anuência do presidente dos Estados Unidos da América, Gerald Ford, de visita a Jacarta, nesse mesmo dia.
Após a sua partida, e, na manhã de 7 de Dezembro, o mundo acordou horrorizado, com as imagens dos paraquedistas a descerem sobre DILI e dos cidadãos, comuns, a serem apanhados no meio dos fogos cruzados, das forças em litígio.
Ora, a história de Timor, está contada ou será contada, por historiadores estudiosos, do passado, do presente e do futuro.
O meu objectivo é outro.
O meu objectivo, é acompanhar a vida dos dois jovens cadetes, que entretanto o deixaram de ser, e, que por vezes se tocaram!
Vejam bem, que em 1975, o segundo cadete, então Comandante do Agrupamento de Cavalaria, com sede em Bobonaro, vê-se envolvido na geoestratégia da área asiática e da ilha. Por razões, lidas nos jornais da época e livros sobre a matéria, de que me dispenso de recordar, aparece com mais 22 subordinados, formando o grupo dos 23 prisioneiros de Timor, em território indonésio, no Timor Ocidental, sob a custódia do Exército daquele país, com Suharto como presidente.
A política internacional e a guerra, fizeram com que este Comandante e os seus subordinados, permanecessem, cerca de dez meses, detidos “pelo Exército” indonésio, até regressarem definitivamente ao país, Portugal, em 28 de Julho de 1976.
Passados quase 32 anos, eis senão, somos surpreendidos pelas notícias nos Órgãos de Comunicação Social, com a morte do ditador Suharto.
Quando lia/via as reportagens do funeral em Jacarta, toca o telefone.
Atendo. Fico estupefacto com a notícia, que me é dada, do outro lado do fio, por um camarada: - o nosso Comandante, tinha acabado de falecer.
Era dia 28 de Janeiro.
Não sei se repararam… há muitos “6” e “8” neste texto.
- Suharto nasceu em Java há 86 anos
- O Sr. CORONEL VIÇOSO nasceu na Fuzeta há 68 anos
Interessante. Depois de uma vida de ziguezagues, quase nos antípodas, um do outro, e, da troca de caracteres, na idade, ambos, no fim da vida, têm em comum, o dia 28 de Janeiro, como o último elo de ligação… um teve o funeral. O outro faleceu.Ora aqui se concretiza o meu objectivo de ligar os números 68 e 86… o dia 28 de Janeiro de 2008
Porque Deus é bom, magnânimo e justo, em caso de ter de separar, por via do julgamento preliminar, antes do JULGAMENTO FINAL, lhe rogo, que, mantenha o meu COMANDANTE, homem íntegro e militar impoluto, lá bem, num recanto do Éden, onde possa sempre ouvir harpas, a entoar melodias harmoniosas e rodeado de lírios e anjos alvos, brancos e puros, até ao nosso reencontro, em detrimento do GENERAL, que, se não for digno de passar pelo purgatório, então, sim, seja entregue ao DEMO e às profundezas do inferno, na companhia de todos os outros, que como ele partiram, e, são recordados pela negativa, pelo mal que espalharam pelo mundo.
Meu Coronel descanse em paz.
Atambua 1976
08 dezembro 2007
Há precisamente um ano...
27 outubro 2007
23 outubro 2007
Fátima vs SCP
20 outubro 2007
Uma questão de racionalidade lógica
Há pouco, fiquei a saber, pelo meu sobrinho - um não convicto sportinguista, porque só o é desde a passada época, cooptado, às hostes benfiquistas pelo pai, perante um lugar cativo em Alvalade XXI – que no estádio do Restelo se iria realizar o Fátima vs Sporting, para a taça da liga.
Por tais factos e fruto da experiência adquirida, disse-lhe que não valia a pena lá ir, já que o resultado era a derrota do SCP, já que N.S.Fátima não permitiria uma vitória, contra a equipa da sua terra, como ficou demonstrado, no passado, com a eliminação do FêCêPê.
Logo, mais à noite, confirmaremos a intercepção “Mariana”.
Mais uma maravilha da natureza
19 outubro 2007
Querem lá saber...
Buraco de Ozono - Foto retirada do site do SAPO para ilustrar o texto acima

18 outubro 2007
Altruísmo
Vejam este exemplo, abaixo documentado.
Local - Entrada da praia de S. Roque, Meia-Praia, Lagos, junto à foz da Ribeira de BENSAFRIM.
Caso passem por Lagos e estejam com vontade de ajudar os pobres animais, só precisam de seguir as indicações nas placas e aviso, afixados.
12 outubro 2007
Sem tema... antes da conclusão. Vivências, depois.
10 outubro 2007
Eixo Norte-Sul completo
03 setembro 2007
O cachorrinho “Maniche”, morreu.
Lembram-se?
Não. Não se lembram já…
Se querem ver uma criatura bela, amorosa, carinhosa e feliz, apesar das moléstias e enfermidades, que estão registadas, em textos anteriores, a rever para se recordarem do meu Manixito.
Numa manhã de fim de Agosto, cerca das 10 horas, o Sol brilhava e irradiava luz, por todo o lado, na marginal, linda, de uma cidadezinha, algarvia. O meu “cãozinho” passeava lá, à trela. Como de costume, encontrou-se com 2 “meninas”. Mãe e filha, de quem estava enamorado.
Já brincava, feliz, com os seus 15 meses de idade... caiu de lado e morreu.
Talvez, esse amor e esse desejo, intensos e desenfreados, de adolescente, o tenham matado.
Era vê-lo correr, puxando a trela e levando-me de rojo… em direcção aos canídeos, femininos… logo que os viu.
Lá chegou.
Cheiraram-se, como de costume e iniciaram uma dança em rodopio, com umas rosnadelas pelo meio, da mãe protectora. Quando se firmaram nas patas traseiras e se preparavam para um abraço a três, o Manixito, caiu de lado e olhou, ainda, de soslaio para a sua dona sénior, que tanto o acarinhou e amou. Parecia pedir-lhe ajuda ou estar a despedir-se… como a dizer, adeus e obrigado, por tudo o que me deste.
Tentei a reanimação…
Ali se finou o pobre “Manixito”, sem mais um latido… e foram muito poucos os que deu… podem-se contar, nos dedos das mãos, tal era a sua ruindade...
As suas diabruras maiores e os seus defeitos, não passaram de brincadeiras e traquinices de criança. Foram apenas, provocar sustos nas senhoras, agarrando-lhes e abocanhando-lhes as carteiras e sacos de compras, especialmente se fossem negros, como ele, ou, dando-lhes dentadinhas nos traseiros, provocando-lhes saltinhos e gritinhos, de prazer…
Tão pouco viveu, e, tanto sofreu o meu Maniche…
Tudo porque o mercantilismo e a globalização, transformaram o mundo, e, tudo se resume a cifrões… tudo se cria e tudo se vende, sem querer saber-se das consequências, que esse produto acabado, mas imperfeito, pode vir a dar, a quem o adquire.
O caso do Maniche é paradigmático… foi posto no mercado, com certificado de garantia, mas, aos 4 meses, foi operado a uma pata, e, aos 5, à outra. Sofria de displasia em último grau. Comparativamente aos outros e mais novos, com que brincava, já se tinha reparado que ele se cansava, muito, pois que a meio das brincadeiras parava, enquanto os outros continuavam. Desconfiávamos que ele poderia ter problemas cardíacos, e, preparávamo-nos para chamar a atenção do seu veterinário, para o facto, numa próxima consulta.
Já não é necessária.
A família ficou desolada, como de um dos seus elementos se tratasse...
Ainda hoje, qualquer sombra ou qualquer actividade, relativa à salvaguarda dos utensílios, móveis e maquinaria, da casa, o fazem lembrar, já que o inconsciente, não registou ou não quis registar, a nefasta ocorrência e a perda daquela jóia, sobressaltando-se, para que se tome a devida protecção, para que não fiquem ao alcance da sua dentuça, que o relembra também, porque ficou "registada", nos cantos e tampos salientes dos móveis assim como nas portas e roda-pés.
O “MANICHE” morreu.
Viva o “MANICHE”, perene, nas nossas memórias, como um ser fiel, amigo, carinhoso, brincalhão, que passou pela vida, por período curto, mas cheio de felicidade, porque foi adorado, estimado e amado, por todos os que com ele repartiram o seu tempo.
Sê muito feliz Maniche, no LIMBO, que o Criador criou, para todo o sempre.
12 de Agosto - 18 dias antes de falecer
25 junho 2007
Uma ida ao Paraíso

09 junho 2007
12 dezembro 2006
Um encontro de velhos companheiros e amigos
Nos passados dias 7 e 8 de Dezembro, todos os saudosos, alunos do Externato da Imaculada Conceição (E.I.C.), sim porque os outros não aparecem, comemoraram mais um aniversário com uma ceia em 7, e, uma Missa de Acção de Graças em 8, na veneranda e jubilada Igreja Matriz de Santa Maria, na Vila de Celorico da Beira.
À Cerimónia Religiosa, seguiu-se um almoço de confraternização, na Ponte Nova, no antigo Lagar de Azeite, em boa hora convertido
As bagagens eram muitas e (nós) os carregadores, poucos... e lá fomos nós a correr de bagagens e "garrafão" na mão... a subir para o vagão bar, que era o que mais perto estava da carruagem que deveríamos ocupar.
Só acordou
... sempre a arrastar a bagagem... e o garrafão... de estação em estação... tivemos que apanhar 3 composições...
13 outubro 2006
Espero que tenhas um restabelecimento rápido Manixito...

30 setembro 2006
FW: TIBET (Boa viagem...)
A propósito do título acima, assunto de um e-mail recebido… como tantos outros, postos a circular na Internet, entre amigos, dei comigo a reflectir sobre as imagens anexas e a tentar entrar na realidade do local onde foram colhidas. O Tibete.
Tanto acontece com as imagens do Tibete, como as de qualquer outro lugar… reflectem apenas a sensibilidade exclusiva do criador. Podem ser imagens, à vista do espectador, bonitas ou horrorosas, provocando-lhe sentimentos, também eles subjectivos, consoante a personalidade de quem as vê.
Temos até o facto curioso, a propósito, da Mona Lisa, que agora, há bem pouco tempo, após estudos de análise, à tela e ao vestuário, se chegou à conclusão e, pasme-se, ao pormenor, de ter sido pintado durante a gestação, daquela senhora e do seu segundo filho, que na notícia, penso eu, não estará expresso que tenha nascido...
E eu pergunto.
Não há nos outros continentes paisagens, rios, neve, rebanhos, montanhas e gente mais civilizadas, com esplendor e lustre, comparado ou melhor, que as imagens apresentadas do Tibete?
Se for para estudar a cultura daqueles povos ou praticar o alpinismo puro, ainda compreendo, que haja a “necessidade” de para lá viajar, de locais tão distantes, como a Europa e Américas, ou, ainda, com a finalidade de obter produtos, que por serem ilegais, por cá não haverá…
Pois julgo, para quem tenha possibilidade de viajar, quer por ter tempo disponível quer por ter independência financeira, que os Alpes, o Amazonas, o parque de Yellowstone, o Alasca ou o Japão, são bem mais interessantes…
...até aqui em Portugal, por exemplo o Gerês, Monfortinho, Serra da Estrela, as grutas, as albufeiras, não deixando de esquecer as praias de alvas areias.
Não fico vislumbrado, com imagens, que os autóctones gostariam, porventura, de deixar de ver no dia a dia, por troca com um modo de vida ocidental, ou outro também simples, mas mais próspero, para fugirem à sua parca e austera vida de nómadas, em terra inóspita e rebelde.
Não há dúvida que ao olhar as fotos, fica sempre uma vontade de conhecer… mas como acontece, depois do sonho, a realidade é outra… bem diferente.
Por isso, eu, se me fosse possível ir, a onde a imaginação e a informação me permitissem, gostaria de ver o passado, em filmes ou documentos e registos históricos, em locais prazenteiros e agradáveis, bem difundidos e bem assinalados, com excelente apoio logístico e servido por transportes, bem organizados; com zonas de entretenimento adequadas, ao público alvo, onde efectivamente, quem quer repousar, se sinta leve de espírito, descansado e em condições de usufruir e reter a informação e o conhecimento, que lhe ministram e para a qual se preparou, antes da realização da visita ou da viagem.
Por isso, viajar/turismo, no sentido restrito deverá ser um acto próprio, que se poderá realizar a só, ou em conjunto com o agregado familiar ou num círculo de amigos, que deverá concorrer, sempre, para o bem-estar presente e futuro de quem o faz. Para tal deverá estar-se sempre física e mentalmente são.
Por isso, concluo, que uma viagem ao Tibete ou a outro local qualquer, desconhecido, nem sempre será reconfortante, para quem a faz, podendo ser até contraproducente, já que poderá ver o reverso da medalha; a pobreza humana, espelhada na falta de higiene e salubridade, para além das mais elementares necessidades básicas, a nível de apoio social, saúde e educação, para as quais, nós ocidentais não estamos já preparados, nem individualmente capazes de reparar, contribuindo assim para o mal estar psíquico, de todos os que demandaram tais paragens, em busca de paz, descanso e aventura.
21 julho 2006
Reflexão sobre o tempo da reforma...
"Concordo, com o que se diz abaixo, mas acrescento…
Podem ter a certeza que: - a aura se desvanece, a glória passa e a velhice chega, rápidamente."
08 julho 2006
Que belo ser...
No passado dia 1 de julho, a minha filha, que já há muitos anos, pedia um cão, entrou-me pela casa adentro, com um, adquirido com o meu conhecimento, lá para terras de Santarém. Nascido a 21 de Maio, já podem calcular o seu tamanho... é completamente negro... que beleza. Passou a ser o encanto e o desassoego da casa... muito à portuguesa, está posta em pantanas. É adorável o meu caozinho, que por coincidência ou não, com a boa prestação do Maniche, no Campeonato Mundial, na Alemanha, assim se chama, por vontade expressa da dona, apesar da discordância total do resto da família. Assim seja e o seja por muitos e bons anos. Tem umas patinhas e um focinho adorável e sempre húmido... as orelhas, são perfeitas... não sei se sairá ao pai, que não conheço. O pelo é sedoso e lustroso, como nunca tinha visto num cão. É belo o "nosso" Labrador. Já late e morde nos calcanhares, saltitando e fazendo salto em altura, em grande estilo, tipo "Fosbury" e com muita graciosidade. Uma das suas características é roer as botas e "ténis" e dar dentadas num "irmão" de peluche, que lhe puseram e deram como companhia... não lhe dando descanso às orelhas e rabo. Passei a ter mais um intertenimento... brincar com o meu novo companheiro e compincha de horas de lazer. Bem-vindo a casa.
22 abril 2006
Uma viagem inesquecível (Abril2006)





